Kid Cudi retirou M.I.A. da Rebel Ragers Tour depois que ela fez "comentários ofensivos" enquanto atuava como atração de abertura em um show recente.
Em uma parada da turnê na sexta, 2 de maio, em Dallas, no Dos Equis Pavilion, M.I.A. disse ao público: "Fui cancelada por muitos motivos. Eu nunca pensei que seria cancelada por ser uma eleitora republicana marrom", conforme Variety reporta. A rapper acrescentou que não apresentaria sua música "Illegal" porque "provavelmente há um [imigrante ilegal] na plateia".
As falas de M.I.A. geraram críticas de fãs que foram ver a turnê de Kid Cudi, levando o rapper a anunciar na segunda, 5, que M.I.A. havia sido retirada da posição de atração de apoio pelo restante da série de shows.
"ATUALIZAÇÃO DA TURNÊ: M.I.A. não está mais nesta turnê", escreveu Kid Cudi nas redes sociais. "Eu disse à minha equipe de gestão para enviar um aviso ao time dela antes de começarmos a turnê, que eu não queria nada ofensivo nos meus shows, porque eu já sabia qual era a vibe, e me garantiram que estava tudo entendido."
Kid Cudi continuou: "Depois dos últimos shows, tenho sido inundado com mensagens de fãs que ficaram chateados com os discursos dela. Para mim, isso é muito decepcionante e eu não vou ter alguém na minha turnê fazendo comentários ofensivos que incomodam minha base de fãs. Obrigado por compreenderem. Rager."
M.I.A., que recentemente lançou seu novo álbum M.I.7 (2026), ainda não comentou sua demissão. Nos últimos anos, a rapper tem sido direta sobre suas políticas polarizadoras, desde espalhar desinformação sobre a vacina da Covid-19 até vender uma linha de roupas anti-5G no The Alex Jones Show e apoiar Donald Trump na eleição presidencial de 2024.
M.I.A. reagiu à notícia com uma série de postagens no X, explicando que "Illygirl" era uma música que ela escreveu para seu álbum de 2010, Maya (2010). "Não distorçam minhas palavras", escreveu. "Isso é obra de Satanás. Eu escrevi 'Borders', 'Illygirl' e 'Paper Planes' antes de vocês acharem que direitos de imigrantes eram algo legal. Eu travei essas batalhas sozinha, sem a ajuda de milhões de fãs me apoiando. Eu não preciso que essa era do sinalizar virtudes apague, de repente, toda uma vida que eu vivi."
Ela acrescentou, em resposta a um fã que perguntou sobre ela apoiar Donald Trump: "Não seja um agente de divisão, eu não posso votar nos EUA, e 48% da comunidade latina votou no Trump. Então você vai odiar todos eles? Nós precisamos nos unir para fazer deste país, que todo mundo quer morar, um lugar melhor. Se você é facilmente guiado por boato, então você não vê a luz por si mesmo. Eu rezo para que você desperte."
A Rebel Ragers Tour continua na quarta, 7, em Atlanta, presumivelmente com uma nova atração de abertura.