Jack Antonoff não se incomoda por não ter trabalhado no último álbum de Taylor Swift

"Eu entendo essa necessidade de ter colaboradores diferentes", disse o produtor ao falar sobre sua relação com a estrela de The Life of a Showgirl

29 abr 2026 - 09h09

Jack Antonoff passou no The Howard Stern Show na manhã de terça, antes do lançamento do quinto álbum de estúdio do Bleachers, Everyone for Ten Minutes. Durante a entrevista abrangente, o produtor e músico falou sobre sua relação com a vencedora de 14 Grammys, Taylor Swift, e sobre a parceria de colaboração entre os dois — eles trabalham juntos desde antes do álbum 1989 (2014), de Swift, até The Tortured Poets Department (2024), incluindo a versão regravada de Fearless (2008).

Jack Antonoff
Jack Antonoff
Foto: Getty Images /Jon Kopaloff / Rolling Stone Brasil

Então, quando se espalhou a notícia de que Antonoff não participou do LP mais recente dela, The Life of a Showgirl, começaram a circular rumores na internet de que os dois teriam brigado. Quando Stern perguntou a Antonoff sobre sua ausência no 12º álbum de estúdio de Swift, o produtor disse que isso não o incomodou em nada e que "só sente gratidão pelo trabalho que aconteceu". Ele acrescentou: "Talvez seja só porque eu escrevo minhas próprias músicas e as canto, mas eu entendo essa necessidade de ter colaboradores diferentes e de ir mudando".

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Reforçando o ponto, Antonoff disse: "Eu não acho normal ter os mesmos colaboradores repetidamente e, quando eu tive isso com as pessoas, acho que é um milagre estranho".

Antonoff também falou sobre a amizade "muito profunda" que tem com Swift e sobre o processo de composição que eles chamam de "rant bridge". "Você passa a música inteira — verso e refrão — sabe, sendo super poético e contornando alguma coisa… e aí você chega nessa ponte e simplesmente perde a linha", disse Antonoff. "Nesse ponto você já mereceu, então é quase como poder ficar muito livre. É algo que eu sinto que é uma das nossas coisas muito especiais… A gente meio que incentiva um ao outro".

https://www.youtube.com/watch?v=kJal-UGCL7s

A entrevista de Antonoff com Stern foi ao ar no mesmo dia em que a entrevista de Swift para a The New York Times Magazine foi publicada, na terça-feira. Swift também aproveitou para falar sobre a amizade com Antonoff e disse: "Jack Antonoff é um colaborador meu e um dos meus melhores amigos". Ela também comentou sobre o "rant bridge", chamando-o de "fluxo de consciência, um derramamento interminável de emoção, pensamentos intrusivos, misturados com metáfora, com discussão, com gritos". Ela citou as músicas "Out of the Woods", de 2014, "Cruel Summer", de 2019, e "Is It Over Now?", de 2023, como exemplos.

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Em outro trecho da entrevista de 30 minutos, a compositora contou como um passeio de carro com o noivo Travis Kelce inspirou a faixa "Elizabeth Taylor", de The Life of a Showgirl. "Eu estou no carro com o Travis. Eu fico falando sem parar e explicando para o Travis por que eu amo tanto Elizabeth Taylor", lembrou. "Eu digo: os olhos dela eram violetas. Algumas pessoas diziam que eram azuis. Algumas pessoas diziam que eram violetas. Eu acho que eram violetas. E a gente chega, a gente chega em casa, ele sai do carro, e eu fico só na minha cabeça. Eu penso: essa melodia intrusiva tipo 'I cry my eyes violet, Elizabeth Taylor', e eu fico desesperada para abrir o gravador do meu celular".

Esse tipo de experiência, "em que ela desce flutuando como uma nuvem na sua frente, e tudo o que você precisa fazer é agarrar, e a música acontece a partir daí", não é tão rara assim, disse Swift. "É assim que acontece na maioria das vezes".

Rolling Stone Brasil
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