Chris Brown tenta impedir menções à agressão contra Rihanna em julgamento por mordida de cachorro

A empregada doméstica que alega ter sido atacada na casa de Brown em 2020 diz que não pretende usar o histórico dele com Rihanna para atacar seu caráter, mas pode levantar o tema para "rebater depoimentos enganosos"

29 abr 2026 - 09h09

Chris Brown está pedindo a um juiz de Los Angeles que proíba qualquer menção à agressão criminosa de 2009 contra a ex-namorada Rihanna em seu próximo julgamento por mordida de cachorro — mas a empregada doméstica que o processa diz que não é bem assim.

Foto: Amy Sussman/Getty Images / Rolling Stone Brasil

Em uma nova petição obtida pela Rolling Stone EUA, a autora afirma que o pedido de Brown por uma proibição geral é "amplo demais, prematuro e juridicamente incorreto", dizendo que a medida tenta impedir potenciais provas "sem considerar finalidade, contexto ou o andamento do julgamento".

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Brown foi preso em fevereiro de 2009 por agredir Rihanna em um carro estacionado numa rua de Los Angeles, nas primeiras horas da manhã, antes do Grammy. Os promotores disseram que ele a socou, estrangulou e mordeu, além de ter ameaçado matá-la. Depois, ele se declarou culpado de uma acusação de agressão criminosa (felony), evitou prisão, mas recebeu cinco anos de liberdade condicional, 180 dias de trabalho comunitário e um programa de violência doméstica com duração de um ano.

Na nova petição em que se opõe à moção de Brown, a empregada doméstica que o processa pelo suposto ataque do cão afirma que a "solicitação abrangente" de proibir qualquer menção à agressão contra Rihanna "pressupõe indevidamente" que ela planeja usar o episódio para difamar o caráter dele. Ela chama essa alegação de "especulativa" e diz que só levantaria o tema se fosse necessário para "rebater depoimentos enganosos".

"Se os réus ou suas testemunhas depuserem de forma a retratar o réu como não violento ou não ameaçador, minimizar o medo ou trauma da autora, ou de outra forma atacar a credibilidade da autora com base em sua resposta emocional, então provas de atos anteriores podem se tornar admissíveis para impugnação ou refutação, mesmo que não sejam admissíveis no caso principal da autora", diz a petição.

O julgamento do caso, que se arrasta há anos, está agora marcado para começar em 15 de junho. A autora, Maria Avila, entrou com a ação em 2021, alegando que foi atacada por um cão de segurança na casa do astro de R&B em Tarzana em 12 de dezembro de 2020.

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De acordo com a ação, Avila estava levando lixo para fora quando um cão grande e marrom a atacou "viciosamente", arrancando pele — e até osso — de seu rosto e braço enquanto ela "gritava de terror e pedia ajuda". Ela afirma que Brown saiu de casa, ficou sobre ela enquanto falava ao telefone e depois "fugiu do local" enquanto ela permanecia sangrando na entrada da garagem. Avila diz que precisou de cirurgia de emergência e hoje sofre desfiguração permanente, danos nos nervos e perda de visão.

Brown passou anos contestando o caso, junto com uma alegação relacionada feita pela irmã de Avila, Patricia, que diz ter saído correndo e encontrado a irmã "coberta de sangue" e gritando. Em trechos de depoimentos incluídos em documentos judiciais, Brown disse que inicialmente não ouviu gritos nem viu sangue e só saiu depois que seu empresário lhe disse para sair, quando os paramédicos já estavam a caminho.

Brown testemunhou que estava no andar de cima quando ouviu seu cachorro, Hades, rosnando. "Ouvir o rosnado em si foi o que realmente me chocou, para eu descer", disse ele. Quando chegou à garagem, encontrou a empregada doméstica "de bruços" no chão.

"Eu não toquei nela. Eu me abaixei e olhei. Eu estava — eu estava me certificando de que ela estava respirando e, a partir daí, corri para prender os cachorros e gritei e disse ao segurança para vir", afirmou Brown sob juramento. Questionado sobre como sabia que ela estava respirando, respondeu: "Eu conseguia ver o peito dela se movendo."

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"Eu não sou uma pessoa ruim", acrescentou. "Eu não me sinto mal por ter saído de casa, estou mais preocupado com — com ela, em garantir que ela estava bem."

Brown disse que não teve participação na remoção de Hades antes da chegada da polícia, nem na decisão de fazer um segurança levar o Pastor do Cáucaso para o condado de Humboldt, onde o cão foi abandonado.Em seu próprio depoimento, em outubro de 2023, Avila disse que o cão avançou sem aviso. "Ele me atacou no rosto, na mão e cravou os dentes no meu pé", disse ela. "Eu não vi, eu simplesmente senti — era algo muito grande." Ela disse que não viu Brown levar o cão, mas acredita que ele tenha chamado o 911. "Eu só ouvi o carro que foi embora", afirmou. Ela também contestou a alegação de Brown de que ela teria sido orientada a não sair sem permissão.

As moções de Brown para excluir provas no julgamento que se aproxima devem ser debatidas em uma conferência final de status em 5 de junho.

Rolling Stone Brasil
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