Harvey Weinstein, de 74 anos, retorna aos tribunais de Nova York para enfrentar, pela terceira vez, um julgamento relacionado à acusação de estupro feita por Jessica Mann. O caso remonta a 2013 e se tornou um dos mais emblemáticos dentro do movimento #MeToo, que expôs abusos sistêmicos na indústria do entretenimento.
O ex-produtor havia sido condenado em 2020 por estuprar Mann e por agressão sexual contra Miriam Haley, recebendo uma sentença de 23 anos de prisão. No entanto, em 2024, a mais alta corte de Nova York anulou a condenação, apontando falhas no julgamento original — incluindo a permissão para que testemunhas relatassem acusações não diretamente ligadas ao caso. A decisão abriu caminho para um novo julgamento, realizado em 2025, que terminou sem consenso do júri especificamente sobre a acusação de estupro envolvendo Mann.
Agora, Weinstein volta ao banco dos réus enfrentando uma acusação de estupro em terceiro grau. A seleção do júri está prevista para começar ainda em abril, marcando mais um capítulo de um processo que se arrasta há anos.
Condenações e processos
Desde 2017, quase cem mulheres acusaram Weinstein de má conduta sexual, desencadeando uma série de processos civis e criminais. Em 2020, ele foi condenado a 23 anos de prisão em Nova York. A sentença acabou anulada em 2024 por questões processuais, levando a um novo julgamento em 2025. Nesse processo, houve condenação em uma acusação, absolvição em outra e anulação de uma terceira.
Além disso, em 2023, o ex-produtor recebeu outra pena de 16 anos de prisão após condenação por estupro e outros crimes em Los Angeles. Essa sentença deverá ser cumprida após o término da pena em Nova York.
Ao longo dos processos, Weinstein tem negado todas as acusações de agressão sexual. Em declarações anteriores, admitiu comportamentos inadequados, mas insistiu que nunca cometeu estupro. A defesa também sinaliza que este novo julgamento não será uma repetição direta dos anteriores, indicando possíveis mudanças na estratégia jurídica.
Fonte: People