O cantor e compositor Felipe Antunes lançou o álbum "Dança do Universo", uma obra sensorial e política que reflete sobre as vivências, contradições e resistências no espaço urbano. Com arranjos de Allan Abbadia, o projeto une mente e corporeidade ao transitar pela MPB, pelo samba e por claves de matriz africana, transformando reflexões cotidianas em um convite à coletividade e à escuta compartilhada.
A cidade, com seus deslocamentos, encontros e contradições, é o ponto de partida de Dança do Universo, novo álbum do cantor e compositor Felipe Antunes. Em seu trabalho mais recente, o artista desloca o olhar das experiências individuais para uma dimensão coletiva, em que corpo e movimento se encontram para construir narrativa sobre as formas de existir e resistir no espaço urbano.
O disco propõe uma experiência sensorial e política a partir da relação entre pensamento e corporeidade, investigando como as vivências nas grandes cidades atravessam os indivíduos e, ao mesmo tempo, podem criar possibilidades de encontro e convivência. Em nota para a imprensa, o cantor afirmou:
'Dança do Universo' vem da observação de si e do entorno, e nasce da intenção de transpor as reflexões, elaboradas pela mente, ao corpo, partindo das dificuldades de vivência nas cidades grandes, pra também iluminar possibilidades compartilhadas de resistência, tipos de existências e encontros dentro delas. Os arranjos de Allan Abbadia colaboram, ritmicamente, com a intenção do deslocamento racional pra corporeidade poética. De maneira geral, ele aproxima nosso imaginário da MPB, do Samba e de outras claves de matriz africana, para reforçar coletividade, tempo e resistência. Mais do que propor distanciamento, é um convite à identificação e à escuta compartilhada."