Oferecimento

Do SoundCloud para a Europa: Weird Baile leva a experimentação do funk brasileiro para três países

Coletivo brasileiro se apresenta em Portugal, Países Baixos e Inglaterra em primeira turnê internacional

2 set 2026 - 17h20
(atualizado às 17h40)
Weird Baile chega na Europa com 4 shows
Weird Baile chega na Europa com 4 shows
Foto: Divulgação/@oranduu

O funk brasileiro deixou de ser apenas um fenômeno das pistas do país para se transformar em um dos estilos musicais mais reconhecidas da cultura brasileira. Nos últimos anos, batidas, danças, montagens e trechos de músicas do gênero passaram a dominar as redes sociais e a atravessar fronteiras. É nesse movimento de expansão que o Weird Baile, coletivo formado por JLZ, VHOOR, Mu540 e RaMeMes, parte para sua primeira turnê pela Europa.

Entre 3 e 6 de setembro, o grupo passa por Lisboa, Tilburg, Londres e Porto, levando para as pistas europeias uma interpretação própria do funk brasileiro. A estreia acontece nesta quinta-feira, 3, na Casa Capitão, em Lisboa. No dia seguinte, o coletivo participa do Draaimolen Festival, nos Países Baixos, ao lado de artistas como DJ Nobru, Shygirl, DJ Firmeza, DJ Lycox, DJ Narciso, Objekt, Simo Cell e Anthony Rother. Depois, segue para Londres, no dia 5, e encerra a passagem pela Europa no Porto, no dia 6, na festa CORRE, no Pérola Negra.

Publicidade

O projeto começou de forma despretensiosa, em 2017, no SoundCloud. Na época, o Weird Baile era o que o brasileiro faz de melhor: um espaço de experimentação onde produtores poderiam brincar com a música fora das estruturas tradicionais da eletrônica e do próprio funk.

"Com o tempo, a comunidade ligada à música experimental e alternativa abraçou o projeto. Mais do que as músicas, o Weird Baile é sobre explorar sonoridades e brincar com elementos do funk, traduzindo tudo para o nosso universo. Começou como um 'meme elegante', mas sempre com muita liberdade e cuidado na pesquisa e na experimentação", afirma VHOOR.

Funk brasileiro ganha novas pistas

Não é segredo que o funk ganhou as redes sociais. O Weird Baile se insere nesse movimento por uma via menos convencional. Em vez de reproduzir uma fórmula específica do funk, o coletivo trabalha com distorções, samples, graves saturados, percussões e acapellas, misturando referências do gênero com elementos de techno, IDM, afrobeat, riddim e breakbeat.

"O Weird Baile incorporou diferentes facetas do funk, desde o surgimento do funk 150 e a criação da bruxaria até o auge do funk de BH em sua vertente mais obscura. O projeto surgiu, de fato, em 2017, a partir da união de Anderson do Paraíso e Lucas do Taquaril, dois pioneiros dessa vertente mais obscura do funk mineiro e grandes referências para nós. Muitas das primeiras faixas do Weird Baile carregam essa influência. No fim, o Weird Baile é justamente a parte mais livre e divertida desse processo: um espaço para experimentar, explorar referências e fazer aquilo que a gente gosta", comenta JLZ.

Publicidade

Em 3 de setembro, o coletivo lança [MTG] PIQUE DA OAKLEY [BEAT LASER 2029], primeira faixa do projeto a chegar oficialmente às principais plataformas de streaming. Já o primeiro álbum do Weird Baile está  previsto para o fim de 2026 pela TraTraTrax, gravadora criada na Colômbia e conhecida por sua atuação na música eletrônica latino-americana e internacional. O disco terá ainda a curadoria de Joe Cotch, DJ, produtor, curador musical e A&R britânico.

Fonte: Portal Terra
Fique por dentro das principais notícias
Ativar notificações