Budah fala sobre amadurecimento artístico e sucesso do álbum Frequência Lunar

Rapper fala sobre a recepção do segundo álbum, a transformação artística e a expectativa para os shows no Cine Joia e no Rock in Rio

5 ago 2026 - 18h01

Budah vive um dos momentos mais importantes de sua trajetória. Pouco mais de um mês após o lançamento de Frequência Lunar, a artista comemora a recepção calorosa do público ao trabalho que marca uma virada em sua sonoridade. 

Budah
Budah
Foto: Reprodução/Instagram / Rolling Stone Brasil

Em entrevista à Rolling Stone Brasil, ela refletiu sobre o processo de criação do disco, a mudança de identidade musical, o protagonismo das mulheres no rap e os próximos passos da carreira.

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Segundo a cantora, o novo projeto representava um risco justamente por fugir da zona de conforto construída em Púrpura, seu álbum de estreia. Ainda assim, a resposta dos fãs superou as expectativas.

"Eu esperava que fizesse um barulho legal, mas não esperava tanto. Acho que a galera entendeu que eu estou em uma fase diferente e abraçou muito essa mudança."

Ela explica que deixou de lado parte do R&B mais tradicional para apostar em letras mais afiadas, batidas intensas e uma postura diferente como intérprete.

Um álbum pensado para a noite

Mais do que experimentar novos gêneros, Budah revelou que Frequência Lunar nasceu a partir de um conceito bastante elaborado. O objetivo inicial era criar músicas que funcionassem melhor ao vivo e também nas pistas de dança, algo que ela sentia falta em seu repertório.

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A partir dessa ideia, a equipe passou a estudar como diferentes frequências sonoras despertam emoções específicas. O conceito acabou se conectando às fases da lua e originou toda a identidade do disco.

Segundo a artista, as faixas representam diferentes momentos de uma mesma noite, começando no pôr do sol e terminando ao amanhecer, acompanhando transformações emocionais que dialogam tanto com as frequências do som quanto com o simbolismo lunar.

O desafio de sair da zona de conforto

Apesar da confiança no material, Budah admite que enfrentou inseguranças durante a produção.

Ela lembra que, em Púrpura, tinha a sensação de estar trabalhando em um território conhecido. Já no novo álbum, a mistura de pop, drill, house e outras influências despertou dúvidas sobre como o público reagiria.

Outro aprendizado veio durante a apresentação para o projeto Live From Vevo, gravado em Nova York. A cantora contou que sofreu uma forte intoxicação alimentar dias antes da gravação e quase cancelou a participação.

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Mesmo debilitada, decidiu subir ao palco e percebeu que nem sempre precisava buscar a perfeição absoluta. "Entendi que, às vezes, eu preciso fazer o que está bom e não ficar procurando a perfeição o tempo todo."

Mulheres transformando o rap nacional

Ao comentar a quantidade de participações femininas em Frequência Lunar, Budah celebrou o momento vivido pelas mulheres dentro do rap brasileiro.

Para ela, artistas negras e vindas de diferentes regiões do país finalmente começam a ocupar espaços historicamente negados, como grandes festivais, capas de revistas e premiações nacionais e internacionais.

Embora reconheça que ainda exista desigualdade em áreas como cachês, estrutura e oportunidades, a rapper acredita que o cenário mudou de forma significativa nos últimos anos e vê um futuro ainda mais promissor para a cena feminina.

Sonhos maiores

Além da turnê de Frequência Lunar, que estreia no Cine Joia, em São Paulo, Budah também se prepara para subir ao palco do Rock in Rio, experiência que considera um marco em sua trajetória.

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Mesmo comemorando as conquistas recentes, ela garante que ainda sonha mais alto. Entre os objetivos estão realizar uma turnê internacional, participar de festivais como o Coachella e construir uma carreira duradoura.

"Meu sonho é ter uma carreira linda, sólida e longa. Quero continuar tocando o coração das pessoas e fazer da música um lugar de conforto para quem me escuta."

Ao olhar para a própria caminhada, Budah afirma que seu maior propósito continua sendo transformar experiências pessoais em canções capazes de acolher outras pessoas, missão que, segundo ela, dá sentido a toda a sua trajetória artística.

Confira a entrevista completa:

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Rolling Stone Brasil
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