Bad Bunny enfrenta um novo processo de US$ 16 milhões, aproximadamente R$ 86 milhões na cotação atual, que alega que ele e seu parceiro de produção usaram a gravação da voz de uma mulher em duas músicas de sucesso sem a permissão dela. As informações são da Rolling Stone.
Tainaly Y. Serrano Rivera afirma, em um processo de 32 páginas protocolado na segunda-feira em Porto Rico e obtido pela Rolling Stone, que sua voz aparece de forma proeminente na faixa "Solo de Mi", de 2018, do álbum X 100pre, e também em "EoO", música seguinte lançada no álbum Debí Tirar Más Fotos, eleito o melhor álbum internacional de 2025 pela Rolling Stone Brasil. Segundo Serrano, ambas as canções trazem sua voz dizendo a frase "Mira, puñeta, no me quiten el perreo", que pode ser traduzida livremente como "Olha, p*rra, não me tirem o perreo". (Perreo é um estilo de dança marcado pelo movimento dos quadris, associado ao reggaeton.)
De acordo com Serrano, ela gravou a frase a pedido do produtor de longa data de Bad Bunny, Roberto Rosado, conhecido como La Paciencia, ainda em 2018, quando ambos eram estudantes do curso de teatro da Universidade Interamericana de Arecibo. Serrano afirma que nunca foi informada de que a gravação seria usada para fins comerciais ou publicitários e que jamais negociou um contrato, licença ou autorização por escrito permitindo sua inclusão nas músicas.
Segundo o processo, a gravação se tornou um bordão imediatamente reconhecível e associado ao artista vencedor do Grammy, nascido Benito Antonio Martínez Ocasio. Serrano alega que Bad Bunny toca o trecho durante shows e que a frase também foi usada para vender camisetas e outros produtos de merchandising.
Serrano diz que Bad Bunny, juntamente com sua gravadora Rimas Entertainment e Rosado, lhe devem US$ 16 milhões por violarem seus direitos de privacidade e de uso de imagem/voz. Representantes de Bad Bunny e da Rimas não responderam imediatamente a um pedido de comentário sobre o novo processo.
Os advogados que representam Serrano — Jose M. Marxuach Fagot e Joanna Bocanegra Ocasio — já haviam representado a ex-namorada de Bad Bunny, Carliz De La Cruz Hernández, quando ela processou o astro em 2023, alegando que ele usou sua voz em duas músicas sem sua permissão. Esse caso foi levado à Justiça federal antes de retornar ao tribunal estadual, onde uma decisão final ainda está pendente.