Oferecimento

Artistas da nova geração revisitam Chico Buarque em 'Chico 2.0', projeto que chega às plataformas nesta sexta, 21

Álbum reúne Dexter, MC Livinho, MC Cabelinho, Xênia França, Don L, VANDAL e outros nomes em releituras de clássicos como "Cálice" e "Construção"

19 ago 2026 - 11h12
(atualizado às 13h31)

Chico Buarque sempre soube que boa música atravessa gerações. Chico 2.0 é a prova mais recente disso: um projeto da Favela Records, Tha House, Central Única das Favelas e Universal Music Brasil que convida artistas de diferentes cenas e idades a reimaginar canções que moldaram a música brasileira entre as décadas de 1960 e 1970. A primeira parte do álbum chega às plataformas nesta sexta, 21, à meia-noite, com dez faixas que passeiam por rap, trap, R&B, samba, soul e nova MPB. A segunda parte está prevista para outubro.

Chico Buarque
Chico Buarque
Foto: Pedro Gomes / Redferns via Getty Images / Rolling Stone Brasil

A direção musical é assinada por Alê Siqueira e Felipe Poeta em todas as faixas, com direção artística de Celso Athayde, Fabio Almeida e Preto Zezé. O elenco reúne Dexter, MC Livinho, Xênia França, MC Cabelinho, Budah, Júlia Mestre, TZ da Coronel, Don L, VANDAL, Tasha & Tracie, Grag Queen, Bela Maria e Maurício Pazz, treze artistas em dez faixas que partem das composições originais, mas chegam a lugares que Chico talvez nunca tenha imaginado.

Publicidade

Uma das combinações mais inesperadas do projeto coloca Dexter, Maurício Pazz e MC Livinho juntos em "Construção", a obra-prima poética de Chico Buarque, de 1971, com suas frases intercambiáveis e as imagens do trabalhador que cai do andaime. MC Livinho ainda assume sozinho "Pivete", criando uma ponte direta entre um dos artistas mais populares da periferia paulista e o repertório de Chico.

"Cálice" ganha vozes de Xênia França e MC Cabelinho. Escrita por Chico Buarque e Gilberto Gil em 1973, a música foi censurada durante a ditadura civil-militar: no evento Phono 73, os dois tiveram os microfones desligados no momento de apresentá-la. A gravação oficial só viria em 1978, com Milton Nascimento dividindo os vocais com Chico. Em "O Que Será (À Flor da Terra)", VANDAL e Don L assumem a composição de 1976 — uma das favoritas do próprio Chico, em parceria com Milton Nascimento.

O projeto funciona também como um mapa de cenas que raramente se cruzam: Grag Queen em "Geni e o Zepelim", Tasha & Tracie em "Deus Lhe Pague", Júlia Mestre e TZ da Coronel em "João e Maria", Bela Maria em "Meu Caro Amigo", Xênia França em "Olê, Olá" e Budah em "Roda Viva" completam o tracklist da primeira parte.

A seleção aposta, principalmente, no encontro entre intérpretes de gerações recentes e músicas escritas por Chico Buarque entre as décadas de 1960 e 1970, um período em que o compositor era, ao mesmo tempo, um dos maiores da MPB e um dos alvos preferidos da censura militar.

Publicidade

A segunda parte do álbum, com mais nomes a serem anunciados, chega em outubro.

Rolling Stone Brasil
Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se