Michael Jackson ficou conhecido pelo público como um homem sensível e emotivo. Mas o produtor Quincy Jones, que trabalhou com Jackson por vários anos, revelou à Rolling Stone em 1983 que uma música em específico o fazia chorar "toda vez" que cantava. Durante a gravação do álbum que o lançou ao estrelato, Off the Wall (1979), ele teve até mesmo dificuldade de terminar a canção, pois não conseguia segurar as lágrimas.
Jones conheceu Jackson quando o cantor ainda era criança, e os dois formaram uma parceria duradoura no set de filmagens de O Mágico Inesquecível (1978). O produtor afirmou que pensava que a faixa "She's Out of My Life" poderia dar um som mais maduro a Jackson, como desejado. Porém, ele percebeu que o cantor desenvolveu uma uma conexão profunda com as emoções por trás da balada.
"Eu tinha uma música que estava guardando para o Michael, chamada 'She's Out of My Life'", contou na época. "Michael ouviu e se apaixonou por ela. Mas quando ele a cantava, chorava. Toda vez que a gente a cantava, eu olhava para cima no final e o Michael estava chorando."
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Em determinado momento, Jones disse para Jackson se afastar um pouco da música e tentar gravá-la novamente mais tarde. "Eu disse: 'Voltaremos daqui a duas semanas e faremos de novo, e talvez não te emocione tanto'", afirmou.
Porém, essa estratégia não adiantou: quando voltaram ao estúdio após a pausa, Michael continuava se emocionando. A decisão de Jones, por fim, foi manter as lágrimas do astro na versão final. "Então, deixamos assim mesmo", disse.
As lágrimas de Jackson também ficaram registradas em outros momentos de sua carreira. Em 1982, ele narrou um audiolivro para acompanhar o filme E.T. O Extraterrestre, de Steven Spielberg.
Jackson afirmou que o filme o emocionou profundamente. "Na primeira vez que vi E.T., fiquei completamente comovido", disse. "Na segunda vez, chorei feito louco. E então, ao fazer a narração, senti como se estivesse lá com eles, como se estivesse atrás de uma árvore ou algo assim, assistindo a tudo o que acontecia." Spielberg e Jones, que produziram o projeto, optaram por manter o choro do cantor na narração.