A grana que Sting já pagou a ex-membros do The Police em meio a ação

Artista britânico vive uma disputa judicial envolvendo repasse de royalties aos ex-colegas de banda Andy Summers Stewart Copeland

21 jan 2026 - 10h58

A longa e, por vezes, conturbada relação entre os membros do The Police ganhou um novo capítulo financeiro na Alta Corte de Londres.

Sting em 2024
Sting em 2024
Foto: Jeremychanphotography / Getty Images / Rolling Stone Brasil

Veio a público (via Guitar Player) que Sting já desembolsou cerca de US$ 870 mil (aproximadamente R$ 4,3 milhões) para seus ex-companheiros de banda, o guitarrista Andy Summers e o baterista Stewart Copeland, desde que o processo judicial sobre royalties começou no ano retrasado.

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O pagamento, revelado durante as audiências mais recentes, foi descrito pela defesa de Sting como uma correção para "certos pagamentos históricos insuficientes" que o músico admitiu existirem. No entanto, para Summers e Copeland, esse valor é apenas uma fração do que consideram justo.

O processo, iniciado em 2024, gira em torno das chamadas "taxas de arranjador". Segundo a defesa da dupla, existe um acordo que remonta ao início da banda, em 1977, estipulando que o compositor principal de uma canção (geralmente Sting) deveria dividir cerca de 15% dos lucros da edição musical com os outros dois membros, como reconhecimento pela contribuição criativa deles nas faixas.

Suumers e Copeland argumentam que os 15% devem ser aplicados a toda e qualquer exploração comercial, incluindo o streaming e downloads digitais, que hoje representam a maior fatia da receita do catálogo da banda.

Já Sting e seus advogados sustentam que os contratos assinados (especialmente um de 2016) limitam esses pagamentos à "manufatura de discos" (formatos físicos como vinil e CD) e que o streaming deve ser categorizado como "performance pública", o que não daria direito à "taxa de arranjador".

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Embora Sting já tenha pago os US$ 870 mil para sanar dívidas passadas admitidas, Summers e Copeland alegam que a dívida total ultrapassa os US$ 2 milhões. Há ainda indicações de que, dependendo de como a Corte interpretar as emendas do processo, o valor total da causa poderia saltar para mais de 8 milhões de libras (cerca de R$ 50 milhões).

O caso é emblemático para a indústria fonográfica, pois serve como um teste para contratos de bandas lendárias redigidos décadas antes da invenção das plataformas digitais. O julgamento completo deve ocorrer nos próximos meses.

Rolling Stone Brasil
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