Shakira sobe ao palco na Praia de Copacabana - o "altar do planeta", como ela diz - no sábado (2/5), como atração da segunda edição do "Todo Mundo no Rio". Ela sucede Lady Gaga, que levou 2,1 milhões de pessoas para as areias em 2025 e entrou para o Guinness Book. A expectativa é que a colombiana supere este número.
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A Deezer, plataforma oficial do "Todo Mundo no Rio", constatou crescimento expressivo no consumo das músicas das cantoras após o anúncio dos shows. "A diferença está em quem se movimentou: cada artista ativou sua própria base de fãs, e essas bases têm perfis e comportamentos bastante distintos. Com Lady Gaga, vimos um engajamento muito forte de um público que já a acompanha há anos com intensidade. Com Shakira, além da base fiel, houve uma onda de redescoberta, impulsionada pelo momento cultural latino que vivemos. São dois fenômenos com dinâmicas diferentes", aponta Pedro Kurtz, diretor de operações e conteúdo LATAM da Deezer.
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"Os shows ao vivo são parte essencial da engrenagem da indústria musical, despertam sentimentos e conexões que só o presencial consegue provocar. E isso, é claro, se reflete diretamente no streaming. É invariável que toda turnê, independentemente do porte do artista, gera aumento de consumo, porque cada show vira assunto para um grupo de pessoas. Quem já conhece o artista escuta antes e depois do show. Quem o descobre por indicação, ou simplesmente porque soube que ele virá à sua cidade, faz o mesmo. O ao vivo alimenta o digital, e o digital prepara o terreno para o ao vivo. É um ciclo que se retroalimenta", completa.
O crescimento de Shakira na Deezer
Quando o show da Shakira em Copacabana foi anunciado, a Deezer registrou crescimento de 203% nos streams dela. A popstar latina subiu 47 posições no ranking dos artistas mais ouvidos no Brasil e chegou ao Top 200 em fevereiro, mês do anúncio. Depois, a chegada de "Choka Choka", parceria com Anitta, alimentou a base de fãs - formada por 45% de mulheres e 55% de homens. O público consumidor fica, em sua maioria, entre 26 e 45 anos.
"Recebemos extremamente bem a notícia de que seria a Shakira [a atração do show], especialmente pelo momento importantíssimo que vivemos no Brasil com relação à nossa identidade latino-americana", diz Pedro Kurtz. "Estamos nos assumindo latinos pouco a pouco e a cultura latina está no eixo, no hype, não mais à margem. Representativamente, ver a Shakira assumir o eixo de um evento que recebeu shows históricos de Madonna e Lady Gaga é um grandioso símbolo de que estamos no caminho certo".
Shakira também buscou uma conexão real com o público brasileiro, com posts nas redes sociais, vídeos falando português e vestindo camisa da seleção, e até segurando um leque do mercado popular. Resultado: o show deve movimentar R$ 800 milhões no Rio de Janeiro, de acordo com um estudo realizado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e pela Riotur. É mais do que os shows de Madonna e Lady Gaga movimentaram nos anos anteriores.
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