Virginia Fonseca afastou os filhos de Zé Felipe? Psicóloga analisa distância das crianças

Além da lei: psicóloga explica o impacto emocional da rotina de viagens e da distância do pai no desenvolvimento dos filhos de Virginia

11 jul 2026 - 16h10

A influenciadora Virginia Fonseca levou os três filhos — Maria Alice, 4, Maria Flor, 3, e José Leonardo, 1 — para os Estados Unidos, onde está acompanhando a Copa do Mundo 2026. O reencontro, registrado nos Stories da apresentadora, mostrou as crianças sendo recebidas com personagens da Disney e toda a emoção da influencer ao tê-los por perto.

Foto: Mais Novela

"Nem sei explicar meu sentimento por conseguir proporcionar isso aos meus filhos e ver eles felizes", escreveu. O episódio reacendeu uma pergunta legítima entre os seguidores: o que as viagens frequentes e as separações temporárias do pai representam, de fato, para o desenvolvimento emocional das crianças?

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Para a psicóloga Andréia Batista, as viagens em si não são o problema. "As viagens, por si só, não são um fator prejudicial para a saúde mental infantil. O que realmente influencia é a forma como elas acontecem. Quando são bem planejadas, respeitam a rotina da criança e contam com previsibilidade, tendem a ser vividas como experiências positivas, ampliando repertório cultural, social e afetivo", explica.

O alerta, no entanto, vem quando a organização falha: "Mudanças constantes, sem uma organização adequada ou com alterações frequentes de rotina, podem gerar insegurança, dificuldade de adaptação e aumento da ansiedade, principalmente em crianças menores, que dependem da previsibilidade para construir sua sensação de segurança", pontua.

Sobre o impacto da distância paterna ou materna nos filhos de pais separados, a especialista pede cautela antes de qualquer conclusão. "A distância física, isoladamente, não determina prejuízo emocional. O que faz diferença é a qualidade do vínculo construído entre pai e filho. Uma relação afetiva consistente pode ser preservada mesmo quando existe distância geográfica, especialmente quando há contato frequente, participação na vida da criança e demonstrações contínuas de interesse e disponibilidade", afirma.

Ela ressalta, porém, que o cenário muda quando a distância física vira também emocional: "Quando a distância vem acompanhada de afastamento emocional, conflitos intensos entre os pais ou interrupção do contato, a criança pode experimentar sentimentos de saudade, abandono, culpa ou insegurança", alerta.

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A psicóloga conclui com um lembrete que vale para qualquer família em processo de separação: "Crianças não precisam apenas da presença física dos pais; elas precisam sentir que continuam sendo emocionalmente importantes para ambos. Quando os adultos conseguem preservar esse vínculo e evitar que os conflitos conjugais interfiram na parentalidade, os impactos psicológicos tendem a ser significativamente menores", finaliza Andréia Batista.

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