A empresária Samara Pink, conhecida por sua sólida parceria de negócios e amizade com a influenciadora Virginia Fonseca, utilizou suas redes sociais para compartilhar um relato íntimo e educativo sobre o desenvolvimento de seu filho, Miguel, de 4 anos. Fruto de seu casamento com Thiago Stabile, o pequeno foi diagnosticado com altas habilidades/superdotação (AH/SD).
Ao interagir com os seguidores em uma sessão de perguntas e respostas, a influenciadora detalhou a jornada de descobertas e desmistificou a ideia de que a condição se resume apenas a uma inteligência avançada.
O assunto veio à tona após internautas notarem um detalhe nas fotos da recente viagem da família aos parques temáticos de Orlando, nos Estados Unidos. "Ele tem autismo? Vi ele na Disney com protetor nos ouvidos?", indagou uma seguidora.
Prontamente, Samara esclareceu a situação, pontuando que o uso do abafador de ruídos está atrelado às características neurológicas do herdeiro.
"Ele tem superdotação. Achei que era muito legal, pensei: 'Uau, ele é inteligente!'. Mas isso vem com alguns extras. Pessoas com altas habilidades/superdotação frequentemente apresentam hipersensibilidade sensorial, o que torna seus cérebros mais reativos a estímulos como luzes, texturas e, principalmente, barulhos. Então respeito e facilito isso até ele acostumar", ponderou.
Os primeiros sinais dentro de casa
Samara Pink explicou que o processo de identificação da superdotação não ocorre de forma óbvia e exige um olhar atento às condutas cotidianas da criança, que costuma demonstrar um ritmo de maturação assíncrono em relação aos marcos de desenvolvimento esperados para a faixa etária.
"Normalmente começa assim: a família começa a perceber algumas diferenças. Aprende muito rápido, fala cedo ou fala de um jeito muito elaborado, tem uma memória impressionante, faz perguntas fora do comum para a idade, tem uma curiosidade sem fim, entende assuntos 'de adulto' e se entedia fácil com coisas básicas", relatou a empresária, destacando que o sentimento de que a criança está "um passo à frente" é um dos principais gatilhos para a busca de orientação profissional.
O papel da escola e a importância do laudo técnico
Para além do ambiente doméstico, a rotina escolar de Miguel foi fundamental para acender o sinal de alerta sobre suas altas habilidades. A empresária ressaltou que a parceria com os educadores ajudou a mapear comportamentos específicos em sala de aula que sinalizavam a necessidade de um enriquecimento curricular ou de adaptações pedagógicas.
Entre os traços observados no colégio, Samara listou o término precoce das tarefas em comparação aos colegas, a liderança natural, a criatividade acentuada e a facilidade absurda em áreas específicas do conhecimento, fatores que frequentemente geram desinteresse pelas atividades convencionais. "E aí entra a avaliação neuropsicológica, que é o que realmente ajuda a entender melhor", emendou, defendendo o diagnóstico técnico.
Ao concluir o desabafo, a sócia de Virginia Fonseca chamou a atenção para a profunda carga emocional e a intensidade que acompanham o diagnóstico de superdotação, um aspecto frequentemente negligenciado pelo senso comum.
"Um dos sinais mais fortes costuma ser a intensidade. Crianças superdotadas geralmente pensam demais, sentem demais, observam tudo, questionam tudo e muitas vezes ficam frustradas porque o mundo parece 'lento' para elas", finalizou.