As polêmicas sobre ‘Dark Horse’ não se resumem à origem do dinheiro que financiou o filme e ao roteiro que recria a seu modo a história oficial.
Há várias controvérsias a respeito dos bastidores. Uma delas diz respeito ao protagonista, o norte-americano Jim Caviezel, que interpreta Jair Bolsonaro.
Circula o boato de que ele fugiu antes de terminar suas cenas em São Paulo por medo de que os Estados Unidos invadissem a Venezuela e o conflito chegasse ao Brasil.
Um dublê teria sido chamado para completar o trabalho do artista.
Alguns veículos de imprensa divulgaram essa suposta informação, inclusive o programa ‘Estúdio i’, da GloboNews.
A coluna conversou com um ator do elenco e teve acesso a planilhas de cronograma da produção.
Já era previsto que Jim Caviezel fosse embora antes do encerramento das filmagens, ocorrido em 6 de dezembro do ano passado.
As últimas cenas de Bolsonaro foram rodadas com um ‘photo double’.
Trata-se de alguém que faz as tomadas quando o rosto do ator não aparece claramente ou não precisa ser identificado.
Serve para planos de costas, closes de mãos, enquadramentos distantes e outras situações que dispensam a presença do artista principal.
Essa substituição é muito comum em produções norte-americanas para poupar as estrelas de cinema de ficarem horas à disposição para essas sequências menos importantes.
Jim Caviezel não só cumpriu totalmente sua agenda como participou de uma festa de despedida do elenco no hotel Wyndham Ibirapuera, em Moema. Havia cerca de 30 pessoas no evento.
Segundo a fonte ouvida pela coluna, são inverídicos também os rumores de ataques de estrelismo do ator. Ele teve uma convivência tranquila com toda a equipe, afirma.
Houve, sim, maior proximidade com os profissionais trazidos dos Estados Unidos por conta do idioma, mas em nenhum momento ele teria desprezado os brasileiros que trabalhavam no set.