A série 'Meu Nome é Preta' emocionou ao revelar a história do registro de Preta Gil. Em 1975, Gilberto Gil enfrentou resistência no cartório devido ao nome 'Preta'. A inclusão de 'Maria' foi a solução encontrada para oficializar o registro, evidenciando a luta por identidade e respeito que marcou a vida e o legado da cantora. 🎤
Um dos momentos mais marcantes da série documental "Meu Nome é Preta" emocionou o público ao revelar uma história pouco conhecida sobre o nascimento de Preta Gil.
Em um trecho divulgado nesta terça-feira (29), Gilberto Gil contou que enfrentou resistência no cartório ao tentar registrar a filha, em 1975.
No depoimento, o cantor relembra que a escolha do nome surpreendeu a escrivã responsável pelo registro. Ao lado de Sandra Gadelha, mãe de Preta, ele explicou como aconteceu a conversa.
"Ela me perguntou do nome. Eu disse: 'É Preta'. Ela estranhou: 'Preta?'. Eu disse: 'É. Preta. Preta Maria'. Tantas com nomes ligados a uma cor e acho que Preta também, né? É natural", contou.
Família precisou insistir pela escolha
Sandra Gadelha também recordou o episódio e revelou que a família não abriu mão do nome escolhido para a bebê.
"Eu não vou sair daqui sem botar Preta. Eu digo: 'Ninguém vai sair daqui'. A minha mãe, muito da metida, foi por trás da moça lá no cartório e disse: 'Bote Maria aí para ficar um nome cristão. É mole?'", relembrou.
O relato mostra que a inclusão de "Maria" no registro foi uma alternativa encontrada para que o nome fosse aceito oficialmente.
Preta Gil também contou essa história
A produção ainda resgata um vídeo antigo em que a própria Preta Gil comenta o episódio e explica como a situação aconteceu.
"Eu me chamo Preta Maria por isso, porque o tabelião não quis, e falou para a minha avó e para o meu pai que Preta não era nome de gente. Meu pai deu o escandalozinho dele: 'Por que se tem Rosa, Clara, Branca… Por que não pode ter Preta?'".
O depoimento reforça o posicionamento de Gilberto Gil diante da recusa inicial e evidencia a importância que o nome sempre teve para a artista e sua família.
Documentário homenageia a trajetória de Preta Gil
A série "Meu Nome é Preta" foi lançada na data que marcou um ano da morte de Preta Gil.
A cantora morreu aos 50 anos, em julho de 2025, em Nova York, nos Estados Unidos, onde realizava um tratamento experimental contra o câncer.
Além de revisitar momentos marcantes da carreira, o documentário reúne imagens de arquivo, depoimentos da família e relatos inéditos sobre a vida da artista, celebrando seu legado na música e na cultura brasileira.