A jornalista Rachel Sheherazade se manifestou sobre o ataque de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, à Venezuela. O presidente Nicolás Maduro foi capturado e levado para Nova York.
Em vídeo publicado no Instagram, a ex-âncora do jornal do SBT fez duras críticas à Trump. "Arrogância do presidente dos Estados Unidos é tanta. Ele sequer disfarçou a razão pela qual invadiu a Venezuela. Um país que nasceu da invasão e da matança de povos originários não mudou", disparou.
Apesar das críticas, Rachel pontuou que não apoia regimes ditatoriais. Porém, defendeu que os rumos políticos da Venezuela devem ser definidos pelo povo venezuelano. "Não apoio ditaduras. Os caminhos políticos da Venezuela são problema dos venezuelanos, e eles nunca deram uma procuração aos EUA para intervir em seus problemas", falou.
Afiada e sem papas na língua, Sheherazade ainda fez um alerta: "Quem tiver riquezas naturais em abundância é um potencial inimigo dos EUA. O próximo pode ser o Brasil", declarou.
Lula condena ataque dos EUA à Venezuela
A reação do governo brasileiro foi imediata após a ofensiva militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, registrada neste sábado (3). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a ação como um rompimento grave das normas que regem as relações internacionais e manifestou preocupação com os impactos políticos e diplomáticos do episódio para a região. Segundo ele, a escalada do conflito representa um risco direto à estabilidade da América do Sul.
Em declaração pública, Lula foi enfático ao criticar a operação conduzida pelo governo norte-americano. Para o presidente, "os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável". Ele acrescentou que a iniciativa configura "uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional", reforçando a posição histórica do Brasil contra intervenções armadas.
Diante do ataque anunciado pelo presidente Donald Trump, que afirmou ter capturado Nicolás Maduro, o Palácio do Planalto convocou uma reunião emergencial com ministros para avaliar os desdobramentos políticos da crise. Lula afirmou ainda que a ofensiva representa "uma flagrante violação do direito internacional" e advertiu que esse tipo de ação abre caminho para "violência, caos e instabilidade", enfraquecendo o multilateralismo global.