Quem era a brasileira que morreu afogada após salvar criança de 9 anos?

Brasileira morreu aos 33 anos após ato corajoso em meio ao desespero para salvar criança; ela deixa o marido e dois filhos

28 ago 2026 - 12h56
Resumo
A brasileira Priscila Álvares, de 33 anos, morreu afogada em Nova Jersey, nos Estados Unidos, após resgatar uma menina em um rio. Residente no país há quase cinco anos, a mineira deixou o marido e dois filhos, entre eles um garoto de três anos com autismo severo. Comovida pelo ato de bravura, a comunidade local organizou uma campanha de arrecadação solidária que já ultrapassou 34 mil dólares para arcar com o sepultamento e amparar financeiramente a família.

Uma ato de bravura terminou em tragédia para a família da brasileira Priscila Álvares Pereira dos Santos, de 33 anos. A mineira perdeu a vida na última segunda-feira (24) ao salvar uma criança que se afogava nas águas do rio localizado no parque Amico Island, em Delran, no estado de Nova Jersey, nos Estados Unidos.

Reprodução/Instagram
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Foto: Mais Novela

De acordo com os relatos da polícia local, a imigrante percebeu o desespero da menina na água e não hesitou em entrar no rio para efetuar o resgate. Com grande esforço, a mulher conseguiu empurrar a criança em direção à margem, permitindo que banhistas a retirassem do local em segurança. Contudo, logo após concluir o salvamento, a brasileira submergiu e não conseguiu retornar à superfície.

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O trabalho de buscas se estendeu ao longo de horas e mobilizou equipes de resgate da região. Dessa forma, a localização do corpo ocorreu apenas na terça-feira seguinte, exatamente na data em que a vítima comemoraria seu aniversário.

Vida nos Estados Unidos e apoio ao filho com autismo

Natural de Belo Horizonte, Priscila Álvares Pereira dos Santos residia em solo americano há quase cinco anos. Na rotina no exterior, a mineira trabalhava na área de serviços de limpeza, enquanto seu companheiro atuava na entrega de remessas postais. O casal mantinha a criação de dois filhos, de nove e três anos de idade.

Entretanto, o drama familiar ganhou contornos ainda mais delicados em razão do quadro de saúde do caçula. Por ser autista não verbal, o pequeno exige atenção integral e cuidados contínuos no dia a dia.

Mobilização comunitária e vaquinha solidária

O falecimento repentino da mãe de família deixou o viúvo temporariamente impossibilitado de exercer suas atividades profissionais para conseguir amparar as crianças neste momento de luto e reorganização.

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Sendo assim, parentes e amigos organizaram uma campanha de arrecadação virtual para cobrir os custos do sepultamento e garantir o sustento da casa nos próximos meses. A resposta da comunidade foi imediata. Diante disso, a mobilização ultrapassou a marca de US$ 34 mil (cerca de R$ 175 mil na cotação atual), garantindo um alívio financeiro para a reconstrução da rotina familiar.

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