O artigo aborda a atuação profissional e a remuneração de Fernanda Bolsonaro, dentista e esposa do senador Flávio Bolsonaro, destacando o interesse público em torno de sua carreira diante da perspectiva de se tornar a futura primeira-dama do Brasil. A publicação analisa a trajetória de seus rendimentos e contextualiza sua visibilidade no cenário político nacional.
Com a candidatura do marido Flávio Bolsonaro ao segundo turno da eleição presidencial, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, de 45 anos, saiu da reserva e passou a ocupar um lugar estratégico na campanha. Mas quem é ela e do que vive financeiramente?
A carreira como dentista
Fernanda é cirurgiã-dentista com especialização em ortodontia e ortopedia facial adulta e infantil. Antes de abrir consultório próprio, passou pela Aeronáutica a partir de 2009, onde atuou por oito anos como tenente na carreira odontológica. Após a mudança para Brasília em 2019, quando Flávio iniciou o mandato no Senado, ela montou um consultório no bairro Lago Sul, onde segue atendendo pacientes.
Em registros financeiros vinculados a investigações e consultas de crédito anteriores, a renda presumida ou declarada de Fernanda como dentista era de aproximadamente R$ 8.650 por mês, valor compatível com a média de especialistas com consultório próprio na capital federal.
O dinheiro vivo e as rachadinhas
O nome de Fernanda aparece em contextos mais delicados. Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro, ela e Flávio receberam R$ 295,5 mil em dinheiro vivo entre abril de 2014 e agosto de 2018, por meio de 146 depósitos "sem origem conhecida", usados para pagar parcelas de um apartamento na Barra da Tijuca.
Fernanda também foi convocada para prestar depoimento ao MP-RJ no âmbito da investigação sobre as rachadinhas no gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), esquema em que assessores supostamente devolviam parte dos salários ao então deputado estadual. Ela foi denunciada pelo MP na ação, mas as investigações seguem em andamento.
Documentos bancários também mostraram dois depósitos de cerca de R$ 1 milhão de Fernanda para uma empresa da qual ela não era sócia formalmente, o que levantou questionamentos do MP sobre a origem dos recursos.
A mansão e o imóvel
Em 2021, o casal comprou uma mansão em Brasília avaliada em mais de R$ 7,5 milhões em valores corrigidos — aquisição que também chamou atenção de investigadores diante da renda declarada da família.