O helicóptero que caiu com o cantor Rick, da dupla com Renner, na tarde de segunda-feira, 21, tinha estampado em sua fuselagem a sigla “NJR” e o nome “Ecossistema Neymar Junior”. A referência ao jogador do Santos não é um acaso. O atleta e seu pai, o empresário Neymar da Silva Santos, são parceiros da JTA Empreendimentos e Urbanismo, dona do helicóptero.
Rick e o empresário Bruno Avelar, que também era amigo da família de Neymar, haviam usado o helicóptero emprestado pelo dono da JTA, José Antunes Júnior. O executivo também tinha uma relação de amizade com o artista.
A relação da empresa de construção e urbanismo com o jogador de futebol surgiu a partir da elaboração de um complexo imobiliário localizado em Porto Belo, Litoral Norte de Santa Catarina. O acidente aconteceu na Serra Catarinense.
A parceria entre a JTA Empreendimentos e a família de Neymar, através da empresa NR Sports, começou no fim de 2025. Apesar da relação direta com uma das vítimas e com o dono da empresa que cedeu o helicóptero, o atacante do Santos e seu pai não tiveram relação com o empréstimo da aeronave.
Neymar se pronunciou após a morte de Bruno Avelar. No Instagram, o atacante postou um vídeo do empresário e agradeceu pelo apoio que ele deu à sua carreira. “No momento em que pude retornar ao Brasil, você ajudou demais. Obrigado. Descanse em paz”, escreveu o jogador. A vítima era reconhecida como um mentor e coach do camisa 10.
O helicóptero que caiu no município de Urubici, região de Vacas Gordas, é do modelo Bell 430, fabricado em 2001 e avaliado em R$ 10 milhões. O bimotor tem capacidade para um piloto e até sete passageiros, com peso máximo de decolagem de 4.218 quilos. Por já ter saído de linha em 2010, o modelo é vendido usado. Uma nova aeronave da Bell helicopter Textron, a mesma fabricante, custa em torno de R$ 51 milhões.