A cantora Anitta estreou a Equilibrivm Tour em São Paulo no último final de semana, nos dias 8 e 9 de agosto, no Parque Villa-Lobos. A estrela, que sempre causa nas redes coisas, mais uma vez, viralizou com seu show e deu o que falar.
Focado em espiritualidade, energias e conexões com matrizes afro-brasileiras e indígenas, a apresentação da "Poderosa" contou com uma cenografia que remetia às florestas e terreiros. Anitta, além de mostrar seu vozeirão, também protagonizou coreografias.
As performance da artista repercutiram e viraram assunto: "Show de horror, assustada", disse uma internauta. "Misericórdia, tá repreendido", afirmou mais uma pessoa. "E ainda tem gente que acha isso bonito", acrescentou a terceira.
Anitta faz desabafo sobre intolerância religiosa
A relação de Anitta com a própria espiritualidade foi tema de uma conversa sincera com Cissa Guimarães no Sem Censura, da TV Brasil, exibido nesta terça-feira (11). Aos 33 anos, a cantora contou que passou anos evitando falar publicamente sobre sua ligação com o candomblé por receio de sofrer consequências profissionais. Durante a entrevista, ela também relembrou um período em que recebeu críticas por permanecer em silêncio diante do cenário político brasileiro, justamente quando estava passando por um processo de iniciação religiosa.
Segundo a artista, o período de recolhimento necessário para a iniciação fez com que ela ficasse completamente afastada das informações externas. "Houve um momento político no Brasil onde me foi cobrado muito, e eu fui muito apedrejada e atacada por estar em silêncio", explicou. Ela contou que permaneceu durante um mês em retiro, sem contato com telefone ou notícias, e por isso não acompanhava o que acontecia no país. Mesmo depois de sair desse período, Anitta decidiu preservar sua intimidade religiosa, principalmente porque dependia de contratos e campanhas publicitárias.
O receio de ser prejudicada financeiramente foi determinante para a cantora durante aquele período. "Eu não tinha saído do armário ainda porque, na época, era muito prejudicial para as publicidades, para campanhas, para você fazer dinheiro, para você vender", afirmou. A artista pontuou que por causa do preconceito religioso pessoas de religiões de matriz africana precisam esconder sua fé. "O povo fala que não tem preconceito, mas quando você é macumbeiro, você tem que sair do armário". Ao mesmo tempo, ela precisava lidar com a cobrança para se posicionar politicamente. Para entender melhor o cenário antes de falar sobre o assunto, procurou Gabriela Prioli e estudou diferentes questões. "Eu gosto de saber o que eu estou falando. Eu jamais ia entrar numa coisa porque todo mundo mandou. Eu quero ser a dona da minha palavra", declarou.
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