Participante da 'Dança dos Famosos' expõe incoerência do júri e vontade de desistir

Vai desistir? Na 'Dança dos Famosos', do 'Domingão', participante revela notas que 'não batem' e fala sobre a pressão extrema nos bastidores da Globo

31 ago 2026 - 09h10
Resumo
De volta ao Dança dos Famosos com mais maturidade, o coreógrafo Rolon Ho destacou que o foco da competição é a evolução do parceiro famoso. O bailarino apontou contradições nas avaliações do júri, que por vezes dá notas iguais a coreografias de níveis técnicos distintos, apesar de respeitar as decisões. Por fim, Ho revelou o peso da pressão psicológica nos bastidores do programa, desabafando que o desgaste emocional e o estresse já o fizeram ter vontade de desistir da disputa.

Vencedor da edição de 2023, o professor e bailarino paraense Rolon Ho marcou a sua volta ao elenco do Dança dos Famosos no Domingão com Huck. Agora competindo em 2026 ao lado de Giovana Cordeiro, Kenya Sade e Breno Ferreira no Grupo C, o dançarino carrega uma experiência ainda mais ampla após ter atuado também como especialista convidado da atração em 2024.

Reprodução/Globo
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Foto: Mais Novela

Diante disso, a convivência nos bastidores da emissora carioca sob diferentes perspectivas transformou a maneira como o profissional conduz a sua rotina no reality show. Em entrevista concedida ao Notícias da TV, o coreógrafo comentou a evolução de sua postura perante o formato.

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"Eu acredito que essa experiência que eu tive em 2022 e 2023 me trouxe hoje, em 2026, com muito mais maturidade. Também em 2024 eu tive a oportunidade de voltar como especialista no programa e ver tudo como acontece de fato: a produção como pensa, os competidores, o processo de cada um", observou o artista.

Sendo assim, a vivência nos bastidores serviu para alinhar expectativas e trazer mais segurança para o seu trabalho diário. "Eu tive muito aprendizado e eu trago essa bagagem para este ano de 2026, sabendo ter muito mais calma, muito mais tranquilidade, menos expectativa em algumas coisas e mais confiança em outras. Eu acho que isso faz a gente ter uma posição diferente", avaliou Rolon Ho.

Foco no famoso e ausência de pressão

Apesar de já carregar o troféu na estante, o professor descartou qualquer sentimento de obrigação em repetir a vitória. Ele pontuou que o rendimento na pista está diretamente ligado à bagagem trazida pela celebridade que acompanha o instrutor. "A gente depende muito de quem vai estar dançando com a gente, quem são essas pessoas que vão estar ao nosso lado, para que a gente consiga prever um futuro mais distante --quer dizer, mais tempo na competição ou menos tempo na competição", ressaltou.

Além disso, a parceria vitoriosa construída ao lado da atriz Priscila Fantin no passado deixou uma lição fundamental sobre o papel da comissão técnica no palco. "A competição não é sobre mim, Rolon Ho, professor de dança, o que eu quero, os meus objetivos. É sobre o meu famoso, é sobre essa pessoa que vai estar ali junto comigo e fazendo com que ela possa ter um destaque, evoluir, crescer e se destacar dentro do cenário. Então, a competição não é sobre nós, é sobre eles", declarou o coreógrafo.

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Leitura do júri na 'Dança dos Famosos'

No entanto, o clima amigável nos corredores do estúdio não anula a análise crítica entre os competidores assim que as câmeras se desligam. O dançarino admitiu que os elencos analisam as pontuações e comparam as apresentações, embora mantenham o respeito ético sem criar atritos públicos.

"A gente faz muito esses comparativos. Óbvio que a gente não expõe ninguém publicamente, assim, a gente não chega falando 'ah, eu não concordo com a nota do fulano, foi melhor ou pior do que a minha'. Mas a gente chega a perceber o quanto algumas notas foram contraditórias, quando as coisas não batem", contou.

Em meio a essas observações, o profissional explicou que o descompasso fica mais evidente quando coreografias de alta complexidade técnica recebem notas equivalentes a performances mais simples. "Às vezes, o nível técnico de uma coreografia é muito maior do que o da outra e as notas são semelhantes, então a gente sempre fica nesse lugar de dúvidas sobre os jurados", pontuou.

Contudo, a análise não diminui o prestígio que ele cultiva pela banca avaliadora da casa. "Porém, nós temos a maior admiração por eles e confiamos no que estão ali visualizando, algo que nós na pista não conseguimos enxergar. É muito pelo que eles enxergam e não pelo que nós vemos", ponderou.

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Pressão psicológica e momentos de superação

Por fim, toda a exigência do formato cobra um preço elevado na saúde mental dos envolvidos. O profissional desabafou que o desgaste emocional quase o levou a abandonar a disputa em momentos de grande estresse.

Dessa forma, o artista reforçou que a entrega ultrapassa o domínio dos passos de dança ou o condicionamento físico. "Já tive momentos ali de querer desistir do programa, de querer parar de fazer aquilo, porque a pressão estava muito grande e a gente não conseguia lidar com certas coisas. A vontade de desistir foi grande, mas automaticamente a gente respira, faz a sua oração, acredita e segue em frente", finalizou Rolon Ho.

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