Pablo Marçal declarou apoio a Flávio Bolsonaro para as eleições presidenciais de 2026 e afirmou estar aberto a assumir um ministério em seu eventual governo. Em entrevista, o empresário teceu duras críticas a Lula, defendeu o fim do ciclo político do PT e disse ver a disputa como decisiva para o partido. Elogiando a postura ponderada de Flávio, Marçal também aproveitou a ocasião para se retratar publicamente por declarações ofensivas anteriores contra praticantes de religiões de matriz africana.
O empresário Pablo Marçal comentou a disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026 e revelou que está aberto à possibilidade de assumir um ministério caso o candidato do PL seja eleito. Durante entrevista ao programa Política em Minutos, da LeoDias TV, exibida na quarta-feira (14), ele também fez críticas ao presidente e defendeu o fim do ciclo de poder do Partido dos Trabalhadores.
Na conversa, Marçal demonstrou apoio a Flávio Bolsonaro e avaliou o cenário eleitoral. O empresário afirmou considerar a eleição decisiva para o futuro do PT, embora essa seja uma interpretação pessoal sobre os possíveis desdobramentos da disputa.
Além dos assuntos políticos, o ex-candidato voltou a comentar declarações anteriores sobre praticantes de religiões de matriz africana e reconheceu que errou ao generalizar.
Pablo Marçal critica Lula e fala em "aposentar o PT"
Durante a entrevista, Pablo Marçal fez duras críticas ao presidente Lula e afirmou que pretende contribuir para a derrota do PT nas eleições. "Eu quero aposentar o PT e colocar fim na era Lula […] Uma árvore que foi plantada há 20 anos e não dá sombra até hoje e não deu frutos para ninguém, na verdade é uma praga. E eu vou de cabeça para acabar essa praga […] Eu não sei como ele convence o eleitorado dele e sustenta o discurso. A técnica dele é igual a pessoa que quebra sua perna, mas oferece a muleta", iniciou.
Marçal também afirmou acreditar que uma eventual derrota de Lula poderia representar um momento de transformação para o partido. "Essa é a eleição mais importante dos últimos 40 anos. É o fim de uma era. Se ele perder essa eleição de agora, é o fim do PT". A avaliação expressa a posição política do empresário e não representa uma consequência estabelecida do resultado eleitoral.
Marçal comenta estratégia de Lula nas redes sociais
Questionado sobre a presença de Lula nas redes sociais durante a campanha do segundo turno, Pablo Marçal fez uma declaração sobre a relação do presidente com o uso de celulares. "Lula tem pavor de celular desde quando foi preso. Deve estar sendo duro para ele ter que usar o celular agora".
A afirmação foi feita pelo empresário durante a entrevista, sem que fossem apresentados elementos que comprovassem a suposta resistência atribuída ao presidente.
Pablo Marçal revela possibilidade de assumir ministério de Flávio Bolsonaro
Ao falar sobre Flávio Bolsonaro, Marçal elogiou o perfil político do candidato do PL e demonstrou confiança em sua atuação. "O Flávio é um cara do diálogo, um cara ponderado, mais centrado. Ele não é vaidoso ou aquela pessoa de vingança. Ele vai ser um exímio presidente da República".
O empresário também foi questionado sobre a possibilidade de assumir o chamado Ministério da Prosperidade em um eventual governo de Flávio Bolsonaro.
Embora tenha demonstrado abertura à ideia, Marçal ressaltou que uma eventual nomeação dependeria da decisão do candidato. "Eu sou só um jogador e o Flávio Bolsonaro é meu técnico", afirmou.
Até o momento, a possibilidade mencionada na entrevista não representa a confirmação de um convite ou de uma nomeação para o cargo.
Pablo Marçal se retrata após fala sobre religiões de matriz africana
Outro momento da entrevista foi dedicado a declarações anteriores de Pablo Marçal sobre pessoas que praticam religiões de matriz africana.
Em agosto, durante participação no programa Show do Bacci, o empresário havia afirmado que "todo macumbeiro é um derrotado na vida" e acrescentado que "se macumba funcionasse, Bahia era Dubai".
As falas generalizavam de maneira depreciativa os praticantes dessas religiões. Agora, ao voltar ao assunto, Marçal reconheceu o erro e afirmou que não deveria ter feito aquela generalização.
"Eu fui um derrotado em ter falado isso. Tenho muito aluno que é macumbeiro e prosperou. Toda vez que você generaliza é muito triste".
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