Aos 35 anos e em meio à reorganização de suas finanças, o cantor Fiuk revelou ter feito uma harmonização facial para suavizar o cansaço do rosto. A mudança gerou debate sobre intervenções estéticas precoces. Avaliando o caso, o cirurgião plástico Yuri Moresco destacou que não há idade fixa para procedimentos, mas alertou contra excessos em pacientes jovens, reforçando a importância de preservar a identidade, a naturalidade e considerar o envelhecimento a longo prazo.
Fiuk apareceu com um visual diferente no Fofocalizando, do SBT, nesta terça-feira (29). O cantor, de 35 anos, revelou que fez uma harmonização facial e mostrou o antes e depois da transformação ao vivo. Questionado sobre o resultado, foi direto: "Gostei. Tirou as noites que eu fiquei sem dormir."
A aparição chama atenção por acontecer num momento em que o filho de Fábio Jr. tem estado em evidência por outros motivos — entre eles, a revelação pública de dificuldades financeiras e a abertura de uma empresa de intermediação de vendas de carros. Em entrevista recente ao canal do Primo Rico, ele contou que seu custo de vida gira em torno de R$ 40 mil a R$ 50 mil por mês e que vem reorganizando as finanças.
O que diz o especialista
A mudança no visual de Fiuk levanta uma dúvida cada vez mais comum nos consultórios: existe idade certa para começar procedimentos estéticos no rosto? O Dr. Yuri Moresco, cirurgião plástico facial especialista em rejuvenescimento e cirurgia craniofacial (CRM 33797 | RQE 28162), explica que, pelas imagens divulgadas, é impossível determinar exatamente o que foi feito. "Harmonização facial não é uma técnica única, é um termo amplo que pode reunir diferentes intervenções, e fotografias de antes e depois também sofrem influência de iluminação, ângulo, expressão, barba e até mudanças de peso."
Sobre a idade, o médico descarta qualquer regra fixa. "Aos 35 anos não existe nada que determine que alguém seja jovem demais ou velho demais para fazer um procedimento estético. A pergunta mais importante é: o que estamos tentando tratar?"
O alerta principal do especialista é contra o excesso. "O cuidado, principalmente em pacientes jovens, é não transformar prevenção em excesso de intervenção. Nem tudo precisa ganhar volume, nem toda assimetria precisa ser corrigida e nem toda característica individual deve ser apagada."
Dr. Moresco também chama atenção para o longo prazo. "O rosto continuará mudando aos 40, 50 e 60 anos, então aquilo que fazemos hoje também precisa ser pensado em relação a como essa face vai envelhecer. O objetivo não deveria ser começar procedimentos cada vez mais cedo, mas preservar identidade, naturalidade e buscar resultados que também envelheçam bem."