Ícone da era de ouro do rádio falecida em 2005, Emilinha Borba construiu mais de 65 anos de carreira, gravando 216 músicas e 117 discos marcados por marchinhas de carnaval e boleros. Nascida no Rio em 1923, trabalhou como roupeira e adulterou a idade para se profissionalizar após a falência do pai. Eleita "Favorita da Marinha", a artista marcou época na Rádio Nacional também pela histórica rivalidade artística de quase cinco décadas que protagonizou com a cantora Marlene.
Cantora da época de ouro do rádio, "Favorita da Marinha", e imortalizada nos carnavais com suas marchinhas (como "Chiquita Bacana" e "Tomara que Chova"), Emilinha Borba nos deixou há exatos 21 anos, em 3 de outubro de 2005. A artista morreu aos 82 anosem decorrência deum infarto fulminante em sua casa, no Rio de Janeiro.
Mãe de um único filho e avó de três netos, a artista havia sido internada uns quatro meses antes com traumatismo craniano após cair de uma escada. Nome icônico da Rádio Nacional nas décadas de 1940 e 1950 e nascida em 31 de agosto de 1923 no bairro da Mangueira, na mesma cidade, Emília Savana da Silva Borba viu o pai perder uma fortuna com a má administração dos negócios.
Após perder o genitor, a futura artista, nascida em família de sete filhos, foi trabalhar como roupeira no Cassino da Urca.
Morta há 21 anos, Emilinha Borba gravou quando seu primeiro disco?
Como era menor de idade na época, precisou somar três anos à data de nascimento para poder se profissionalizar como cantora após ser contratada por um empresário. Em 1939, Emilinha Borba gravaria o primeiro de uma série de 117 discos, onde mostrou além das marchinhas carnavalescas, boleros ("Dez Anos", o principal deles) e rumbas, fora o samba-canção e o baião - ao todo, foram 216 músicas gravadas.
Eleita a "Favorita da Marinha" pouco menos de 10 anos depois, 1947, se tornaria rival clássica de outra cantora: Marlene, artista morta em junho de 2014 aos 91 anos. Se no programa de rádio de César de Alencar (...
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