No ar em 'Terra Nostra', ícone da Globo morreu aos 74 anos vítima de doença silenciosa

Reprise de Terra Nostra relembra a carreira do ator que lutou contra um câncer agressivo e nos deixou cedo

27 jan 2026 - 15h37

A novela Terra Nostra está no ar no Vale a Pena Ver de Novo da Globo, trazendo de volta rostos inesquecíveis, incluindo o do veterano Raul Cortez, intérprete de Francesco. Ele faleceu aos 74 anos, em 2006, vítima de uma doença cruel e silenciosa: o câncer de pâncreas.

Giuliana e Matteo (Reprodução/Globo)
Giuliana e Matteo (Reprodução/Globo)
Foto: Contigo

Cortez foi destaque em diversas produções da Globo e, antes de se dedicar à atuação, formou-se em Direito. Aos 22 anos, decidiu seguir a carreira artística e estreou no cinema em 1955 com O Pão que o Diabo Amassou. Em 1969, esteve no teatro com Os Monstros e, em 1970, realizou seu primeiro nu em cena na peça O Balcão, de Jean Genet.

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Carreira

Na televisão, brilhou não apenas na Globo, mas também em emissoras já extintas, como Excelsior e Tupi, além de atuar em produções da Band. Sua estreia na Globo ocorreu em 1978 com Ciranda, Cirandinha, e, em 1980, protagonizou Água Viva.

Entre seus papéis mais marcantes estão trabalhos em Senhora do Destino, Terra Nostra, O Rei do Gado, Baila Comigo, Mulheres de Areia e As Filhas da Mãe. Em 2005, precisou se afastar das telas para cuidar da saúde, pois o câncer de pâncreas já começava a avançar.

Em 2006, Cortez voltou à Globo na minissérie JK, após passar por cirurgia para remover tumores no pâncreas e no intestino delgado, além de tratamento com quimioterapia. No final de junho, precisou ser internado novamente e, em 18 de julho, morreu devido às complicações da doença.

Em entrevista à CARAS, o oncologista Dr. Wesley Pereira de Andrade explicou a gravidade desse tipo de câncer: "As chances de cura do câncer de pâncreas infelizmente são baixas, especialmente porque a maioria dos casos é diagnosticada em estágios avançados e porque esse tumor é resistente aos tratamentos e medicamentos disponíveis. Cura só é possível nos casos muito iniciais e ressecáveis, que são menos de 20% dos diagnósticos. Por isso, o câncer de pâncreas é considerado um dos mais letais".

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