O enterro do médico e tio de Suzane von Richthofen, Miguel Abdalla Netto, teve seu enterro nessa última terça-feira (27), e surpreendeu pela ausência de familiares, com apenas uma pessoa presente.
Segundo a coluna de Fabiola Reipert para o portal R7, a cerimônia foi discreta e cheia de tensão, a cerimônia ocorreu na cidade natal da família, em Pirassununga, e mostrou o isolamento de Miguel em seu últimos anos de vida.
Quem esteve lá?
Apenas sua prima de primeiro grau, Silvia Magnani, com quem se relacionou por cerca de 14 anos. A familiar foi a responsável por liberar o corpo do homem e organizar o funeral.
"Só estava eu no cemitério", disse Silvia ao jornalista Ullisses Campbell, autor de livros biográficos sobre Suzane.
O enterro infelizmente não atendeu ao desejo do médico, que gostaria de ter sido enterrado ao lado de sua família, a mãe e dos avós.
Disputa judicial
Sua morte iniciou uma disputa milionária por seu dinheiro, envolvendo sua sobrinha Suzane, condenada a 39 anos de prisão por mandar matar os próprios pais, e Silvia.
Segundo o G1, seu patrimônio é estimado em R$ 5 milhões, além de sua residência e outros imóveis. A briga pela herança começou quando ambas tentaram liberar o corpo na delegacia e no IML (Instituto Médico Legal). Silvia foi quem conseguiu a autorização primeiro.
Até o momento, as duas são as únicas interessadas diretas na herança de Miguel. Segundo a coluna True Crime, do jornal O Globo, não há qualquer testamento em seu nome, então a lei prevê que seus bens fiquem com os sobrinhos, Suzane e Andreas von Richthofen. Silvia tentou achar Andreas, mas não conseguiu informações sobre sua localização.
Miguel foi encontrado em sua própria casa, na zona sul de São Paulo, no bairro Campo Belo, durante a madrugada de sábado (10), sentado em uma poltrona no quarto. O corpo já estava em um estado avançado de decomposição.
Segundo a Polícia Civil em entrevista ao G1, ainda não se sabe a real causa da morte, e aguarda os laudos periciais, embora suspeitem de um possível ataque cardíaco fulminante.