Não é difícil encontrar celebridades ostentando relógios que custam o equivalente a mansões. Antes mesmo da Copa do Mundo de 2026, por exemplo, Neymar chamou atenção ao mostrar parte da coleção que levaria para o torneio: peças avaliadas em mais de R$ 20 milhões!
Cristiano Ronaldo, Lionel Messi, Kylian Mbappé e Erling Haaland também já apareceram em diferentes ocasiões usando modelos raríssimos de marcas como Rolex, Patek Philippe, Richard Mille e Audemars Piguet. Para quem olha de fora, uma pergunta pode surgir: por que alguém gastaria milhões em um relógio se qualquer celular mostra as horas? A resposta, segundo quem conhece o universo da alta relojoaria, é bem mais complexa do que parece!
Por que gastar milhões em um relógio?
Segundo Tamara Lorenzoni, estrategista de marcas com atuação internacional e especialista no mercado de luxo, enxergar esses relógios apenas como demonstração de riqueza é uma visão limitada.
"Essa leitura do status existe, mas ela é bastante superficial. No topo do mercado, um relógio dificilmente é comprado apenas para comunicar riqueza. Ele representa acesso a um patrimônio cultural, técnico e histórico construído ao longo de décadas, às vezes de séculos", diz ela.
Na prática, algumas dessas peças passam a ser tratadas como verdadeiros patrimônios. Isso acontece porque determinados modelos são produzidos em quantidades muito pequenas, possuem listas de espera que podem durar anos e despertam interesse de colecionadores do mundo inteiro! Em alguns casos,...
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