Morre Clodd Dias, atriz de 'As Five' e 'Manhãs de Setembro', aos 49 anos

Famosos lamentam partida da colega de profissão; confira as homenagens

7 ago 2026 - 10h00
Clodd Dias posa para ensaio fotográfico
Clodd Dias posa para ensaio fotográfico
Foto: Reprodução Instagram | @clodd.dias_official

Clodd Dias, de 49 anos, conhecida por atuar em As Five (Globoplay) e Manhãs de Setembro (Prime Video), morreu na quinta-feira, 6. A informação foi confirmada pela empresa de agenciamento artístico da atriz.

"Descanse em paz", informou a Agência Jabuticaba, sem dar detalhes da morte ou dos ritos fúnebres.

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Quem foi Clodd Dias

Clodd Dias em cena
Foto: Reprodução Instagram | @clodd.dias_official

Nascida em Itapetininga, no interior de São Paulo, ela começou a se envolver com as artes dramáticas aos 14 anos. Quando se mudou para a capital, ingressou na tradicional escola de teatro Célia Helena. Por lá, se desenvolveu como atriz e cantora, além de atuar como dubladora e se descobrir poetisa.

Ao longo de sua carreira, participou de diversas produções, como Entrega para Jezebel, Mãe de Santo, A Mulher que Digita, Esperando Godot e Negrinha. Também integrou o elenco de Ayô e Notícias Populares.

Seus trabalhos de maior destaque são Rodeio Rock, Clube das Mulheres, As Five e Manhãs de Setembro.

Famosos lamentam

Clodd Dias posa para campanha de Manhãs de Setembro
Foto: Reprodução Instagram | @clodd.dias_official

Em postagem no Instagram, o jornalista e crítico teatral Miguel Arcanjo Prado homenageou Clodd Dias.

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"Uma atriz de rara sensibilidade e uma joia rara da cultura brasileira. Como uma tigresa, ela inventou o seu lugar. Tive a honra de poder ter lhe concedido, em vida e no palco emblemático do Theatro Municipal, o Prêmio Arcanjo em 2021, quando ela e Divina Nubia receberam o troféu em Streaming TV pela atuação na série Manhãs de Setembro ao lado da Liniker, um marco na representatividade trans na TV", escreveu ele.

Além de Miguel Arcanjo, outras personalidades de destaque também lamentaram a partida da atriz.

Ruy Cortez, diretor teatral, escreveu: "Tristeza absoluta com a perda de Clodd Dias, mais uma mulher trans preta que nos deixa, mais uma atriz, uma artista brasileira que foi sendo morta pela tristeza de um país, que não valoriza seus artistas, pior, os maltrata com absoluto desinteresse. Clodd sempre lutou por condições de dignidade para si. Triste quando constatamos que mais uma vez falhamos. Clodd era uma artista visceral. Uma artista nata. Desde o tempo da escola, quando ela fez um Firs inesquecível."

Mel Lisboa, por sua vez, foi mais sucinta: "Triste demais". Marcelo Médici também: "Que tristeza".

Fonte: Portal Terra
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