Em uma rotina marcada por notificações, compromissos e pela sensação de que sempre existe alguma coisa a ser resolvida, parar pode até provocar culpa. Mas Morgan Freeman enxerga justamente nesses momentos de quietude uma parte importante da vida.
Aos 89 anos, o ator defende que desacelerar não significa deixar de fazer as coisas ou simplesmente assistir ao tempo passar. Para ele, existe valor em não tentar controlar todos os acontecimentos.
"É preciso aprender a ficar quieto e deixar a vida acontecer; essa quietude se transforma em um resplendor", afirmou Freeman.
Em vez de associar uma vida bem vivida à necessidade de estar permanentemente ocupado, Freeman aponta para a importância de observar, ter paciência e aceitar aquilo que acontece no presente.
Desacelerar não significa ficar parado
A ideia defendida pelo astro de "Um Sonho de Liberdade" não deve ser confundida com passividade. A proposta é entender que nem todas as situações exigem uma reação imediata e que também não é possível antecipar ou controlar tudo o que acontece.
Nesse sentido, ficar quieto pode significar simplesmente abrir espaço para experimentar aquilo que normalmente passa despercebido quando estamos preocupados com a próxima tarefa.
Uma caminhada sem destino urgente, uma conversa longa, alguns minutos de silêncio depois de um dia cansativo ou até aceitar que determinada pergunta ainda não tem resposta são exemplos de pausas que também fazem parte da experiência humana.
A pressão para estar sempre fazendo alguma...
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