A influenciadora trans Malévola Alves retornou ao Brasil após ser presa em Alexandria, no Egito, acusada de gravar vídeos com danças e gestos considerados obscenos em público. Solta mediante fiança de R$ 10 mil, ela relatou momentos de pavor ao ser transportada sem documentos e desabafou sobre a transfobia sofrida pelas autoridades locais, afirmando que foi tratada como lixo e obrigada a se despir, recebendo um tratamento melhor somente após os policiais inspecionarem sua genitália.
A influenciadora Malévola Alves desembarcou no Aeroporto de Guarulhos nesta quinta-feira (22), após ser presa em Alexandria, no Egito. De volta ao Brasil, ela desabafou sobre a experiência e revelou ter sido 'tratada como lixo' por ser transexual.
"A gente ficou com muito medo no momento em que colocaram a gente em um camburão. A gente já não sabia mais para onde iam levar a gente. Quando entramos, só eram homens. Ficamos viajando por mais de três horas", respondeu ao Portal LeoDias.
Em seguida, revelou: "Não sabíamos se íamos para o aeroporto, estávamos sem passaporte, celular e não sabíamos se íamos para cadeia. Mas graças a Deus deu certo. Eu e minha amiga demos força uma para a outra e Deus nos abençoou muito".
Como foi o tratamento?
Ainda mais, no desabafo, ela revelou que recebeu o pior tratamento. "A gente foi tratada como lixo e eu tive que ficar pelada. Eles viram meu órgão genital e quando eles viram que eu tinha uma vagina, o tratamento mudou. Começaram a tratar a gente bem", disse, antes de completar:
"Muito se fala na internet que [a prisão] foi por conta dos nossos atos, mas não. Foi porque somos trans e lá é um país islâmico e eles tratam pessoas LGBTs como lixos".
Vale lembrar que Malévola foi presa na última terça-feira (20), por divulgar vídeos dançando e fazendo gestos, considerados obscenos, em locais públicos no país, e foi solta após pagare a fiança de R$ 10 mil.
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