O artista plástico paulistano Rodrigo Cass morreu afogado aos 43 anos na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Representado pela galeria Fortes D'Aloia & Gabriel, ele unia iconografia católica e neoconcretismo em obras inovadoras com concreto e linho. Em franca ascensão internacional, com passagens por Nova York e Portugal, Cass tem trabalhos em cartaz na 39ª edição do Panorama da Arte Brasileira, no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP), aberta para visitação até janeiro de 2027.
O artista plástico Rodrigo Cass morreu aos 43 anos nesta quinta-feira (17). O paulistano sofreu um afogamento fatal enquanto nadava no mar da praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Embora as circunstâncias exatas da fatalidade ainda não tenham sido totalmente esclarecidas pelas autoridades, a confirmação do falecimento causou profunda comoção no meio artístico.
Trajetória marcada pela fé e inovação
Representado desde 2014 pela influente galeria Fortes D'Aloia & Gabriel, o artista plástico construiu uma linguagem visual singular, navegando entre relevos, videoesculturas e registros fotográficos. Nascido em São Paulo em 1983, o paulistano carregava uma forte bagagem religiosa por ter sido ex-seminarista, elemento que transparecia em suas criações ao mesclar a iconografia católica tradicional ao movimento neoconcreto nacional. Ficou amplamente reconhecido pela aplicação inovadora de concreto sobre superfícies de linho.
"Rodrigo construiu trajetória única na arte contemporânea brasileira, marcada por uma pesquisa sensível sobre matéria e espírito", ressaltou a galeria em comunicado oficial nas redes sociais, onde também fez questão de enaltecer a personalidade generosa e o temperamento do profissional.
Destaque de Rodrigo Cass no MAM
Além disso, a fatalidade interrompe um momento de franca expansão na carreira de Rodrigo Cass. Em 2026, o paulistano viveu um marco em sua consolidação no exterior ao apresentar a mostra individual "Geometria Sensível!", exibida simultaneamente nas cidades portuguesas de Lisboa e Porto. Sua produção também ultrapassou fronteiras ao ser exibida nos gigantescos painéis da Times Square, em Nova York, por meio de uma seleção da ArtRio que também contemplou Lucia Koch e Denilson Baniwa.
Diante disso, especialistas enfatizaram o impacto de suas pesquisas estéticas para o cenário contemporâneo. "Rodrigo Cass foi um artista cuja obra aproximou a tradição construtiva brasileira de uma investigação singular sobre espiritualidade e matéria", pontuou a curadora Christiane Laclau, fundadora da plataforma Artmotiv.
Sendo assim, o público ainda pode conferir de perto o trabalho do artista plástico na 39ª edição do Panorama da Arte Brasileira, em cartaz no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP). Sob a curadoria de Diane Lima, a exposição "Depois que tudo foi dito" reúne 33 nomes da arte nacional e marcou a reabertura da sede da instituição no Parque Ibirapuera. A exibição, iniciada em 12 de setembro, permanecerá aberta para visitação até 24 de janeiro de 2027.