Grazi Massafera expõe machismo na carreira e comenta dobradinha na TV: 'Sempre fui subjugada'

Em encontro com jornalistas, atriz falou sobre protagonizar 'Dona Beja' e ser vilã em 'Três Graças'

28 jan 2026 - 04h58
Resumo
Grazi Massafera refletiu sobre o machismo enfrentado na carreira, destacou identificação com suas personagens atuais e celebrou a versatilidade trazida pelas produções "Dona Beja" e "Três Graças".
Grazi Massafera fala sobre personagem disruptiva em Dona Beja: ‘Vão dizer que é lacração’
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A atriz Grazi Massafera, de 43 anos, vive um dos momentos mais áureos de sua carreira. No ar como Arminda, em Três Graças (Globo), ela deve estrear em breve como protagonista de Dona Beja (HBO Max).

Para ela, viver a “Dona Cobra”, apelido de Arminda, e Dona Beja, um clássico originalmente exibido na TV Manchete, ao mesmo tempo tem sido um presente. “Falando das Donas… Dona Cobra é o oposto da Beja. Talvez ela quisesse ser a Beja”, disse Grazi Massafera, em tom de brincadeira, ao comparar as personagens durante um encontro com jornalistas em São Paulo.

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Grazi como Dona Beja
Grazi como Dona Beja
Foto: Reprodução | Instagram

“Agora, falando sério, acho muito interessante ter essas duas personagens hoje no ar. Não foi algo premeditado, simplesmente aconteceu. O destino ajudou e agora estou aí com duas personagens muito interessantes e distintas”, continuou a atriz, detalhando os rumos que sua carreira tomou nos últimos tempos.

“Eu acho que essa dobradinha traz uma versatilidade para mim como atriz, algo que até eu mesma vou observar, porque eu vivo intensamente cada momento que está acontecendo. Então, eu estou vivendo intensamente a Arminda, mas foi imprescindível ter vivido a Beja. As questões femininas fazem parte do meu dia a dia”, afirmou.

Grazi Massafera como Arminda
Foto: Reprodução | Instagram

Ao falar sobre Dona Beja, uma personagem marcada por ser disruptiva e à frente de seu tempo, Grazi disse que se identificou com a protagonista diversas vezes ao longo das gravações da novela. Ela, inclusive, lembrou vezes que sofreu machismo na carreira e na vida durante seus anos de pessoa pública.

“Eu sou uma mulher solteira, livre, faço o que eu quero, e sou julgada em relação aos namorados, ao meu corpo, à minha filha, à minha beleza, ao envelhecer. Esse julgamento continua e não vai parar. Mulheres como Beja abriram portas para a gente — e vão continuar abrindo. E eu também quero ser uma dessas mulheres. Eu não quero me sucumbir ao que me impõem. Estou sempre me desconstruindo e me conhecendo melhor nesse processo de amadurecimento.”

Fonte: Portal Terra
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