Durante sabatina no Jornal Nacional, o senador Flávio Bolsonaro gerou tensão ao rebater perguntas sobre sua ligação com o empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master. Questionado sobre o patrocínio a um filme familiar, o político afirmou que o banqueiro investiu R$ 160 milhões no programa de Luciano Huck, acusando a TV Globo de adotar critérios desiguais. O episódio constrangeu os apresentadores ao vivo e viralizou nas redes sociais, dividindo opiniões entre apoiadores e críticos.
A sabatina do Jornal Nacional com os pré-candidatos à Presidência da República foi marcada por um momento de forte tensão na bancada. Ao ser questionado pelos jornalistas César Tralli e Renata Vasconcellos sobre suas conexões políticas e o financiamento de projetos, o senador Flávio Bolsonaro rebateu a linha de apuração e trouxe para o estúdio detalhes sobre os acordos comerciais da própria TV Globo.
O desconforto teve início no momento em que a bancada abordou a relação do parlamentar com o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Incomodado com a repercussão dada ao patrocínio de um longa-metragem sobre a história de sua família, o filho de Jair Bolsonaro resolveu direcionar o foco para as ações publicitárias veiculadas na programação dominical da emissora.
Dessa forma, o político relembrou que braços financeiros ligados ao banqueiro injetaram quantias milionárias na atração comandada por Luciano Huck. "Inclusive o Daniel Vorcaro, o banco dele, botou R$ 160 milhões na Globo, programa do Luciano Huck entre 2025 e 2026. É dinheiro sujo? Vocês sabiam da origem desse dinheiro? Eu acho que não. Acho que vocês agiram de boa-fé, como eu também fui buscar de boa-fé", questionou Flávio Bolsonaro.
O que mais disse Flávio Bolsonaro?
Em seguida, o entrevistado pontuou que todas as captações realizadas para projetos privados ocorreram dentro das diretrizes legais e comerciais do mercado. Na avaliação do parlamentar, a imprensa adota pesos e medidas diferentes para julgar transações publicitárias a depender dos nomes envolvidos na cobertura.
Contudo, a abordagem incisiva no ar acabou paralisando a dinâmica do telejornal e provocou um instante de constrangimento entre os entrevistadores. César Tralli e Renata Vasconcellos mantiveram o alinhamento jornalístico e deram sequência à sabatina, mas o recorte da cena viralizou instantaneamente nas redes sociais.
Por fim, o embate inflamou o debate público no Instagram e no X (antigo Twitter). De um lado, apoiadores do senador vibraram com a postura enérgica e o questionamento sobre a neutralidade das emissoras; de outro, críticos argumentaram que o pré-candidato usou a manobra comercial para esquivar-se das perguntas centrais sobre as apurações em andamento.