Filho de Maurício de Sousa confessa medo nas eleições e menciona marido: 'Crises'

Aguardando o 2º turno entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva, Mauro Sousa desabafou sobre crises de ansiedade e ameaças do passado

9 out 2026 - 10h57
Resumo
Impactado pela polarização eleitoral e com medo de perder direitos civis, Mauro Sousa, filho de Mauricio de Sousa, decidiu converter sua união estável de 19 anos em casamento formal com o marido. O artista relatou enfrentar graves crises de ansiedade devido ao cenário político e relembrou ameaças de ódio já sofridas. Ele afirmou que tornou o desabafo público para confortar e demonstrar apoio a seguidores que compartilham da mesma angústia quanto ao futuro de suas conquistas.

O acirrado panorama político brasileiro tem gerado impactos profundos não apenas no debate público, mas também na estabilidade emocional de figuras conhecidas. Na disputa presidencial que coloca frente a frente Flávio Bolsonaro (PL), que registrou 47,03% dos votos válidos no primeiro turno, e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 45,16%, o clima de polarização levou Mauro Sousa, filho do cartunista Mauricio de Sousa, a enfrentar um período de intensa fragilidade física e psicológica.

Reprodução/Instagram
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Foto: Mais Novela

Em meio a esse cenário de incertezas institucionais, o ator revelou que o temor de ver conquistas civis ameaçadas motivou uma decisão drástica em sua vida conjugal com Rafa, seu companheiro há quase duas décadas. Ao debater a urgência de blindar juridicamente a relação, Mauro destacou o peso dessa reflexão: "Ontem, eu e o Rafa, meu marido, com quem estou há 19 anos, conversamos sobre a urgência e a necessidade de transformarmos nosso regime de união estável em casamento. Porque, pela primeira vez na vida, sentimos medo de perder os nossos direitos como casal.Eu estou com crises de ansiedade como nunca tive antes, que inclusive refletem fisicamente em tremedeiras, gastrite e uma feição muito, muito mais cansada, que é visível a qualquer olhada no espelho. Estou tomando remédios e fazendo o que posso para manter a saúde mental equilibrada", pontuou o artista.

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O peso da exposição e o histórico de hostilidades

Além disso, o desabafo serviu como um canal de descompressão diante da autocobrança por um posicionamento social mais ativo. Contudo, a decisão de se expor publicamente reviveu fantasmas de episódios anteriores, marcados por mensagens de ódio e intimidação recebidas em suas plataformas digitais há pouco mais de quatro anos. Recordando a gravidade das agressões verbais daquela época, Mauro exemplificou o teor das ameaças: "Se eu te vir na rua, vou te espancar com arame farpado", relembrou.

Dessa forma, embora tenha ponderado se o isolamento ou o silêncio poderiam funcionar como escudos protetores, o filho de Mauricio de Sousa concluiu que guardar as próprias angústias apenas intensificava o desgaste interno. Sendo assim, o pronunciamento não teve o intuito de dialogar com quem alimenta o extremismo, mas sim de estender a mão a seguidores que compartilham dos mesmos temores. "Por isso, estou com vocês. E sempre nos defenderei por aqui, em qualquer lugar e nas urnas", finalizou Mauro Sousa.

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