Fã de Virginia Fonseca revela razões para tatuar influencer e reage a críticas: 'Tenho advogado'

Clayton falou sobre o viral e como tem lidado com a repercussão da tatuagem

7 mar 2026 - 04h58

O publicitário em formação Clayton Ricardo, de 34 anos, viralizou nos últimos dias ao compartilhar um vídeo de sua nova tatuagem: uma homenagem à Virginia Fonseca. Nela, a influenciadora aparece com a volumosa fantasia vermelha feita para o desfile como rainha de bateria da Grande Rio no carnaval 2026. Até a publicação desta matéria, o conteúdo já tinha mais de 40 mil curtidas, 3 mil comentários e quase 700 mil visualizações no TikTok.

Em entrevista exclusiva ao Terra, o rapaz, que é natural de Uberlândia (MG), contou que, como estudante de publicidade, sempre admirou Virginia Fonseca. De uma perspectiva profissional, ele vê a influencer como exemplo de quem domina a área e sabe fazer “do limão, uma limonada”. “Eu sou fã da Virgínia já há muito tempo. Por ser um futuro publicitário, eu observo muito, às vezes além do que as pessoas costumam ver.”

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“Eu vejo o quão forte ela é na publicidade, no marketing, o quanto ela faz de um limão, uma limonada. Ela pega uma polêmica e transforma em algo positivo para ela e para a marca dela [...] Minha admiração vem desde o início da trajetória dela, de como ela se posiciona. E, no carnaval, então, foi o checkmate”, seguiu.

Quando Clayton fala em “checkmate”, ele se refere ao momento em que decidiu eternizar a admiração por Virginia na pele. De acordo com ele, o “clique” aconteceu quando ela publicou um vídeo, em formato documental, revelando sua fantasia para o carnaval de 2026 e narrando os desafios que superou até o grande dia. Com gosto por tatuagens, ele decidiu unir as duas paixões e fazer um desenho inspirado na empresária.

“Aquele vídeo mexeu muito comigo, toda a produção. Eu, como videomaker, também trabalho com storytelling e me encantei muito. Tudo mexeu comigo: a narrativa que o vídeo trouxe e até a entrega do figurino.”

Autodeclarado uma pessoa de personalidade forte, ele tomou a decisão de fazer a tatuagem e preferiu não contar para muitas pessoas. Segundo ele, a opinião alheia muitas vezes pode abafar nossas verdadeiras vontades. Tendo uma profissional de confiança, conversou com ela e, juntos, trabalharam em um desenho que fizesse sentido no corpo de Clayton. Adepto de tatuagens desde os 18 anos, ele tem diversos desenhos pela extensão da pele, mas todos seguem um padrão, segundo o próprio: “Contam uma história.”

Questionado sobre o valor que desembolsou, ele preferiu não comentar as cifras exatas. Inclusive, disse que foi algo combinado com a profissional que fez o desenho. Porém, ele comentou que “foi salgado”.

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‘De Uberlândia para o mundo’

Clayton Ricardo | Tatuagem inspirada em Virginia Fonseca
Clayton Ricardo | Tatuagem inspirada em Virginia Fonseca
Foto: Reprodução | Instagram

De acordo com Clayton, foram sete horas de trabalho até chegar ao resultado final. Quando terminou, mesmo desaconselhado pela profissional que o tatuou, ele já começou a se movimentar para produzir o conteúdo que viralizou. “[Ela desaconselhou porque] a tatuagem tinha acabado de ser feita, a pele estava muito machucada, inchada, a cor não tinha assentado --e até agora não assentou-- porque ainda estou em período de cicatrização.”

Antes de apertar “publicar”, ele foi contra algo que acredita e consultou pessoas próximas, que o incentivaram, argumentando que, para além do desenho --que estava bonito--, o vídeo que ele havia criado e editado mostrava bastante de seu talento como filmmaker e de seu trabalho com edição. Naquele dia, Clayton foi dormir com poucas visualizações --cenário que mudou pela manhã.

“Na sexta-feira eu fui dormir e não tinha 3 mil e poucas visualizações. No sábado eu acordei com 40 mil visualizações. E, de lá para cá, o número só vem aumentando. A última vez que eu olhei já estava em mais de 670 mil visualizações, mais de 40 mil curtidas, quase 4 mil comentários. E, assim, eu fiquei um pouco surpreso. Me assustou um pouco porque eu não esperava.”

Depois do choque inicial, ele parou e refletiu sobre como pretendia lidar com a atenção que estava recebendo. Quem passa pelo perfil de Clayton no Instagram ou até mesmo no TikTok não precisa ir longe para encontrar elogios pela ousadia, mas também muitas críticas ao desenho e outras direcionadas a ele.

“As críticas eu não estou levando para o coração porque, na maioria dos vídeos, não tem meu rosto. Então as pessoas nem sabem que sou eu. Quando começou a viralizar no TikTok eu estava respondendo todo mundo, e eu tenho um jeitinho meio afrontoso. O pessoal lá comentava: ‘Eu tô amando as respostas do divo’. Hoje eu, infelizmente, não estou conseguindo mais responder, mas continuo me divertindo e rindo.”

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Entre os comentários negativos recordistas, ele enumera “mico” e críticas ao rosto da tatuagem.

“Muita gente fala que o rosto não está igual. Gente, esse rosto não é o da Virgínia, não parece com a Virgínia. Realmente não era para parecer porque não é uma tatuagem de realismo. É uma tatuagem de desenho, algo que foi feito para combinar com as minhas tatuagens. Eu tenho tatuagens das vilãs da Disney, do Batman, tudo em forma de desenho. Apesar de ser uma homenagem, ela veio seguindo essa mesma narrativa, contando uma história ali no meu corpo.”

Apesar de lidar com irreverência com as pessoas que criticam sua decisão, Clayton Ricardo decidiu que não enfrentaria a internet sozinho. Entre os comentários que recebe, alguns, segundo ele, passam do limite. Contra esses os usuários, ele está tomando medidas cabíveis com auxílio de seu advogado. Para ele, as pessoas têm todo o direito de opinar e de não gostar --afinal, ele postou. Mas a internet não é terra sem lei.

“Hoje o pessoal diz que a internet é terra sem lei, e eu, como um futuro publicitário, sei que não é. Eu tive alguns comentários pesados, sim. Tenho o acompanhamento de um advogado nesse caso, porque a gente tem que ter segurança também. Falar de mim, falar da tatuagem, dizer que não gostou, que está feio, que é ridículo, ok. ‘Mico’ bateu o top 10 dos comentários. Eu rio, me divirto, mas o pessoal ataca a família, fala coisas pesadas. E assim, não é bacana."

‘Alô, Virginia’

Nina, tatuadora, mostrando decalque | Nina tatuando a perna de Clayton
Foto: Reprodução | Instagram

Com a alta repercussão, Clayton acredita que a musa inspiradora já tenha visto a tatuagem, mas que, por cautela, não reagiu. “Quando eu postei, a intenção era que ela visse a homenagem. Eu até ouvi um canal dizer que ela não falaria porque é um momento que ela gostaria de esquecer, mas não acho que seja isso. É um momento de força, de superação. Apesar de todas as adversidades, ela foi e entregou”, disse.

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“Acho que ela deve ter visto, mas não se manifestou porque ela comentar um ato desse pode gerar muita coisa. Repostar ou qualquer atitude dela pode desencadear nos fãs --que são muitos-- o desejo de ter a mesma atitude. Eu fiz com total consciência, sou totalmente são, pensei em tudo. Mas pode ser que outro fã, às vezes no impulso, faça só porque viu que viralizou”, complementou.

Mesmo assim, o sonho de conhecer Virginia Fonseca continua vivo. "Até se fosse alguma demonstração de carinho no off, sem ser nada pra ser postado, eu ia ficar muito feliz, mas também a entendo e não a julgo."

Fonte: Portal Terra
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