Jordana Morais, participante marcante do BBB 26, se posicionou sobre sua polêmica envolvendo o uso indevido de cotas raciais em um concurso em 2016. O assunto foi resgatado pelos internautas durante seu confinamento no reality da Globo.
Assunto recorrente em suas nas redes sociais, a advogada precisou publicar um longo desabafo, onde desmente os rumores de que teria cometido fraude e explica sobre seu amadurecimento em relação às questões raciais, alertando sobre as consequências legais que os internautas enfrentarão com suas falsas acusações. "Nos últimos dias, esse assunto voltou a circular e, antes de falar sobre leis ou qualquer aspecto jurídico, eu gostaria de falar como pessoa e trazer uma reflexão que considero muito mais importante", começou em seu desabafo.
Desabafo e explicações
Relembrando da época do ocorrido, Jornada afirma que agiu de acordo com o que acreditava ser sua própria identidade racial na época. No entanto, hoje aos 26 anos, reconhece que a política de cotas se trata de uma reparação histórica e não apenas de uma visão do indivíduo sobre si mesmo. "Quando tudo isso aconteceu, em 2016, eu estava prestando o primeiro concurso público da minha vida. Como tantos jovens brasileiros, eu estudava acreditando que aquela poderia ser uma oportunidade de construir uma vida melhor. Em nenhum momento passou pela minha cabeça desrespeitar a lei ou tirar o direito de qualquer pessoa. Essa repercussão me fez estudar, ouvir pessoas, ler mais sobre o assunto e entender melhor a essência da política de cotas. Naquela época, a minha compreensão sobre esse tema era muito mais limitada. Eu entendia a questão racial principalmente a partir da forma como eu me percebia", afirmou.
Atualmente formada em Direito, a ex-BBB esclarece que sequer foi aprovada no concurso que teria se inscrito na época e afirma que nunca assumiu qualquer cargo público ou recebeu algo retorno financeiro. "Foi nesse processo que a minha visão mudou. Hoje entendo que essa discussão vai muito além da forma como uma pessoa se percebe. Ela também envolve a maneira como essa pessoa é socialmente identificada e os impactos que essa identificação produz ao longo da vida, bem como envolve a realidade social para a qual essa política pública foi criada. Compreender isso transformou completamente a forma como eu enxergo esse tema. Não tenho nenhuma dificuldade em reconhecer que hoje compreendo essa política de forma muito mais profunda do que compreendia há 10 anos atrás. Aprender faz parte da vida. Mudar de entendimento diante de novos conhecimentos não é contradição. É amadurecimento", encerrou sua declaração nas redes.
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