Empresa de MrBeast nega acusações de brasileira e diz ter provas que contradizem denúncia

Beast Industries afirma que alegações de Lorrayne Mavromatis, de assédio sexual, retaliação e ambiente de trabalho hostil, são 'categoricamente falsas'; caso segue na Justiça dos EUA

24 abr 2026 - 14h17

A Beast Industries, empresa ligada ao criador de conteúdo MrBeast, se pronunciou oficialmente em comunicado enviado à imprensa sobre o processo movido pela brasileira Lorrayne Mavromatis. Em nota divulgada nessa quinta-feira, 23, e repercutida por veículos como a BBC, a companhia negou todas as acusações de assédio sexual, retaliação e ambiente de trabalho hostil, classificando a ação como uma tentativa de obter ganhos financeiros e visibilidade.

Publicidade
Empresa de MrBeast nega denúncias e diz ter provas contra ex-funcionária brasileira
Empresa de MrBeast nega denúncias e diz ter provas contra ex-funcionária brasileira
Foto: @mrbeast via Instagram / Estadão

Um representante da Beast Industries descreveu as alegações como "categoricamente falsas" em resposta ao Newsbeat, da BBC Rádio 1. A defesa afirma possuir um conjunto de provas, incluindo mensagens internas, documentos e testemunhos que, segundo a companhia, desmontariam a versão apresentada por Lorrayne no processo que tramita na Justiça norte-americana.

Empresa contesta acusações e apresenta sua versão

No comunicado, a Beast Industries afirma que a denúncia foi construída a partir de "distorções deliberadas" e nega que a ex-executiva tenha sido vítima de assédio ou prejudicada profissionalmente. Um dos pontos centrais da contestação envolve a acusação de que Lorrayne teria sido obrigada a trabalhar durante a licença-maternidade.

De acordo com a empresa, a participação da brasileira em uma gravação no Brasil com o jogador Neymar Jr. teria sido voluntária, partindo da própria iniciativa dela. A companhia também rebateu a denúncia de que ela teria sido convocada para uma reunião durante o trabalho de parto, alegando que o contato foi feito por um colaborador que desconhecia a situação e foi interrompido assim que esclarecido.

Outro ponto destacado é a suposta mudança de função dentro da empresa. Segundo a Beast Industries, não houve rebaixamento, e a remuneração de Lorrayne teria sido mantida acima dos padrões do cargo ocupado.

Publicidade

Demissão e reestruturação interna

A empresa também afirmou que o desligamento da brasileira ocorreu em meio a uma reestruturação organizacional que resultou na extinção de diversos cargos, afetando funcionários de diferentes áreas, independentemente de gênero ou histórico profissional.

Ainda segundo a companhia, não houve registro formal de denúncias de assédio por parte de Lorrayne durante o período em que ela trabalhou na organização.

Entenda as acusações da brasileira

Na ação judicial, apresentada em um tribunal federal da Carolina do Norte e divulgada pela revista People, Lorrayne Mavromatis afirma ter enfrentado um ambiente de trabalho hostil, marcado por desigualdade de gênero e episódios de assédio sexual.

Ela acusa o então CEO da empresa, James Warren, de comportamento inadequado e relata que mulheres eram frequentemente desvalorizadas dentro da companhia. Em um dos trechos, a brasileira afirma que suas ideias eram ignoradas ou ridicularizadas, enquanto sugestões semelhantes feitas por colegas homens eram valorizadas.

Publicidade

Lorrayne também afirma ter sido rebaixada e posteriormente demitida após denunciar irregularidades internas. Segundo ela, a dispensa ocorreu poucas semanas após o retorno da licença-maternidade, o que teria agravado os impactos emocionais e profissionais da situação.

Disputa segue na Justiça

O caso segue em análise na Justiça dos Estados Unidos, e ainda não há previsão para uma decisão final.

Fique por dentro das principais notícias de Entretenimento
Ativar notificações