Derrotada na eleição, Rachel Sheherazade esculacha Flávio Bolsonaro: 'Ele foi obrigado'

Rachel Sheherazade faz vídeo atacando Flávio Bolsonaro

14 out 2026 - 21h48
Resumo
A jornalista Rachel Sheherazade criticou publicamente Flávio Bolsonaro por apoiar o fim da escala 6x1 apenas após cair nas pesquisas de intenção de voto. Para ela, o recuo é eleitoreiro e esconde uma contradição, já que a campanha do senador também articula um projeto de pagamento por hora trabalhada. Segundo Sheherazade, essa proposta anularia os benefícios da jornada menor, favoreceria empresários e representaria um duro golpe contra os direitos trabalhistas.

Nesta quarta-feira (14), Rachel Sheherazade, que se candidatou como deputada federal pelo PSD e não foi eleita, usou o Instagram para compartilhar um vídeo no qual fala sobre Flávio Bolsonaro (PL) e o projeto de lei que quer acabar com a escala 6x1.

Rachel Sheherazade e Flávio Bolsonaro (Reprodução/Instagram)
Rachel Sheherazade e Flávio Bolsonaro (Reprodução/Instagram)
Foto: Contigo

"Afinal, o que quer Flávio Bolsonaro? O que defende de verdade o candidato do PL? A redução da jornada de trabalho ou a flexibilização das leis trabalhistas? Não é estranho que só agora, aos 45 minutos do segundo tempo, depois de cair nas pesquisas de intenção de voto, o candidato do PL decida votar a favor da proposta que acaba com a escala 6x1?", indagou a jornalista.

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"A campanha do zero um está tentando correr atrás do prejuízo, por isso ele foi obrigado a dizer que apoia a redução. Mas como é que fica o compromisso dele com os megaempresários que financiam a sua campanha?", seguiu a famosa.

"Flávio tem uma carta na manga. Mesmo que a PEC da redução seja aprovada, na prática ela será engolida por outra lei proposta pelo coordenador de campanha do candidato do PL. Trata-se da PEC 12 de 2026, que propõe o regime de salário por hora trabalhada, que na prática impõe o fim do salário-mínimo e determina que o combinado entre patrão e empregado vale mais do que aquilo que tá escrito na lei trabalhista", indicou a estrela.

CONTRADIÇÃO

"É a fábula da livre negociação, onde o patrão é livre pra te explorar e você livre pra pedir as contas. As duas propostas defendidas por Flávio Bolsonaro não são apenas diferentes, elas são contraditórias. A segunda invalida a primeira", destacou Rachel.

"Uma prevê reduzir a jornada semanal para 40 horas sem redução salarial. A outra abre espaço para contratos leoninos heterodoxos, favoráveis aos patrões, com pagamento apenas pelas horas efetivamente trabalhadas com férias proporcionais, sem décimo-terceiro, sem descanso remunerado, sem licença remunerada para tratamento de saúde. Na prática, essa tal flexibilização é uma armadilha contra os trabalhadores e um golpe contra as leis trabalhistas que levaram séculos para serem conquistadas", finalizou a celebridade.

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