Após meses longe dos palcos e enfrentando um delicado processo de recuperação, Carlinhos de Jesus voltou a se apresentar e emocionou a plateia ao participar do evento Dançando a Bordo ao lado da bailarina Ana Botafogo. Segundo o jornal Extra, o coreógrafo, de 73 anos, subiu ao palco utilizando uma cadeira de rodas, recurso que passou a usar nos últimos meses devido às limitações impostas por seu quadro de saúde. A apresentação marcou o retorno do artista, nove meses após ele perder os movimentos em decorrência de uma doença autoimune, a neuropatia radiculopática desmielinizante crônica.
Durante o número, Carlinhos demonstrou sensibilidade e superação, sendo acompanhado de perto por Ana Botafogo. O momento mais marcante ocorreu ao final da coreografia, quando ele se levantou da cadeira de rodas e permaneceu de pé, arrancando aplausos emocionados do público presente. De acordo com o Extra, a cena foi recebida com entusiasmo e simbolizou a evolução do tratamento do coreógrafo, que vem se dedicando intensamente à recuperação. Em novembro, ele já havia emocionado os fãs ao sambar novamente, pela primeira vez desde o início da fisioterapia.
O problema de saúde teve início com um diagnóstico de bursite trocantérica bilateral e tendinite nos glúteos, que causaram dores intensas e reduziram sua mobilidade. Com a progressão do quadro, ele passou a utilizar muletas e, posteriormente, cadeira de rodas. Carlinhos compartilhou detalhes do processo nas redes sociais, explicando que o diagnóstico inicial desencadeou uma doença autoimune mais complexa, responsável pela paralisia e perda de força em uma das pernas, exigindo tratamento contínuo e muita dedicação.
O que disse Carlinhos sobre o tratamento e a recuperação?
Ao falar sobre sua condição, o coreógrafo explicou a gravidade do quadro e destacou o empenho na recuperação. "O que está me deixando acamado hoje na cadeira de rodas não é a bursite trocantérica nem a tendinite de glúteos. Isso foi o diagnóstico inicial, que realmente desencadeou uma doença autoimune que eu tenho diagnosticada desde 2022 que é a neuro radiculopatia desmielinizante crônica. É isso que está me deixando com a perna direita paralisada, sem força, sem marcha", disse ele. Em seguida, detalhou o tratamento: "Eu já estou fazendo tratamento. [São] Oito meses de aplicação, muita fisioterapia, hidroterapia, acupuntura, remédios, paciência e a oração de todos vocês".
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