O ator Dado Dolabella decidiu dar um novo rumo à própria trajetória pública. Nesta terça-feira (3/3), ele foi anunciado como pré-candidato a deputado federal pelo MDB (Movimento Democrático Brasileiro) do Rio de Janeiro. O anúncio foi feito pelo presidente estadual da sigla, Washington Reis, em uma publicação nas redes sociais. Pouco depois da repercussão, o conteúdo acabou sendo removido do perfil do dirigente partidário, fato que também chamou atenção nos bastidores políticos.
Em vídeo divulgado online, o artista afirmou que encara a entrada na política como uma missão. "Que honra, eu que agradeço a oportunidade. Posso garantir que não vai faltar luta, que não vai faltar vontade, que não vai faltar garra pra trazer de volta o equilíbrio pra família", declarou. Na sequência, reforçou seu discurso: "Trazer de volta o equilíbrio pras crianças, pras mulheres, pros homens. Porque a gente tá vendo aí muito desequilíbrio, com muita coisa errada acontecendo e a gente precisa mudar essa história. Então, conte comigo pra gente restabelecer o equilíbrio na família". Segundo ele, o objetivo é combater "coisas erradas", embora não tenha detalhado propostas específicas.
🚨AGORA: Dado Dolabella se filia ao MDB do Rio de Janeiro e anunciou pré-candidatura a deputado federal dizendo:
"Conte comigo pra gente reestabelecer o equilíbrio na FAMÍLIA"
disse o cara que já bateu em mulher 🤡🤡 pic.twitter.com/QwesaB3S2W
— Cássio Oliveira (@cassioolivveira) March 4, 2026
Histórico de acusações e condenações
A pré-candidatura reacende discussões sobre o passado judicial do ator. Em 2008, ele se envolveu em um episódio de agressão contra a então noiva, Luana Piovani, caso que resultou em condenação. Dois anos depois, Viviane Sarahyba também o acusou de agressões físicas durante o relacionamento e conseguiu uma medida protetiva. Já em agosto do ano passado, a Justiça do Rio o condenou a dois anos e quatro meses de detenção, em regime aberto, por agressão contra uma ex-namorada, que também é sua prima.
Em 2025, a modelo Marcela Tomaszewski denunciou o ator por agressão física e psicológica. Inicialmente, ela negou os fatos, mas depois relatou ter agido sob coação e medo. A ex-miss divulgou imagens de hematomas, deixou o Brasil e buscou proteção com base na Lei Maria da Penha. O caso voltou a circular após o anúncio político, ampliando o debate público.