Carlinhos Maia, de 34 anos, usou as redes sociais para se pronunciar após ser autuado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade com uma multa de R$ 1 milhão. O caso envolve um vídeo gravado durante um passeio de barco em Fernando de Noronha, no qual aves marinhas aparecem sendo alimentadas.
O influenciador classificou a penalidade como "um dos maiores absurdos" que já viu e negou participação direta na ação. Segundo ele, quem alimentou o animal foi outra pessoa do grupo. "O pessoal que estava comigo se empolgou e deu um pedaço de camarão a uma das aves. Eu apenas filmei", afirmou. Ele disse ainda que apagou o conteúdo logo após ser alertado de que a prática era proibida.
O ponto que mais o indignou foi a diferença entre as penalidades. "A pessoa que alimentou a gaivota foi processada em R$ 5 mil. Pra mim, R$ 1 milhão, porque filmei a gaivota. Quem deu o alimento, infringiu a lei, estão cobrando R$ 5 mil. Eu, que fiz um story, estão me pedindo R$ 1 milhão. Isso é desproporcional", declarou
Em nota enviada à revista Quem, o ICMBio explicou que a autuação partiu de uma denúncia sobre vídeos publicados nas redes do influenciador. Segundo o órgão, as imagens mostram a alimentação de aves da espécie Fregata magnificens com carne, prática proibida pelo plano de manejo da área de proteção ambiental.
O instituto justificou o valor elevado da multa pela ampla disseminação do conteúdo, que poderia incentivar comportamentos semelhantes, e pela capacidade econômica do autuado. "O valor da multa foi estabelecido considerando a gravidade da infração, a relevância ambiental da área protegida e a ampla disseminação do conteúdo nas redes sociais, com potencial de incentivar condutas inadequadas", informou o órgão.
Carlinhos também rebateu a acusação de exploração comercial da imagem dos animais com ironia: "Eu já vi de tudo na minha vida, mas que eu estou explorando a imagem da gaivota comercialmente, meu amigo, é realmente…" E anunciou que sua equipe decidiu acionar a Justiça. "A gente processou de volta porque isso é abuso de poder, infringe qualquer ética", declarou.
Leia a nota da ICMBio: