A cantora Aline Barros e seu marido, Gilmar Santos, foram acusados pela empresa Fanplay de fraude patrimonial para evitar o pagamento de uma dívida de quase R$ 400 mil de sua antiga produtora. A credora pediu o bloqueio de bens e a responsabilização pessoal do casal, mas a Justiça de São Paulo rejeitou as solicitações. A defesa da artista nega irregularidades, apontando divergências comerciais contratuais, e não há decisão judicial que comprove fraude por parte da cantora.
Uma disputa comercial envolvendo uma antiga produtora de eventos colocou a cantora gospel Aline Barros e seu marido, Gilmar Santos, no centro de uma ação judicial. O casal é acusado de suposta fraude patrimonial em um processo de R$ 398.506,90. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (23), pelo jornalista Daniel Nascimento, do jornal O Dia.
A acusação foi apresentada pela Fanplay Technology Produções e Eventos Ltda., que suspeita de uma tentativa de ocultação de patrimônio para dificultar o pagamento de uma dívida do Grupo Gênesis, produtora da qual Aline e Gilmar eram sócios.
O caso começou em 2019, quando as empresas firmaram uma parceria para realizar eventos. Na ocasião, a Fanplay antecipou R$ 120 mil para financiar uma produção. A arrecadação não foi suficiente para recuperar o investimento, e uma segunda apresentação prevista acabou não acontecendo.
A disputa chegou à Justiça em 2020. Posteriormente, o Grupo Gênesis foi condenado a devolver R$ 125 mil, além de juros, correção monetária e despesas processuais.
A situação ganhou novos desdobramentos após o encerramento da produtora, registrado em maio de 2025. A Fanplay passou a questionar se receitas ligadas à carreira da cantora teriam sido direcionadas a outras empresas.
Em maio de 2026, a credora solicitou à Justiça que Aline Barros, seu marido e outras pessoas e empresas também fossem responsabilizados pela dívida.
A Fanplay pediu ainda o bloqueio preventivo de bens e recursos financeiros dos envolvidos. A Justiça de São Paulo rejeitou a solicitação em julho, decisão mantida em agosto, após recurso da empresa.
Procurada pelo jornal O Dia, a assessoria de Aline Barros negou qualquer irregularidade. A equipe afirmou que o processo envolve divergências contratuais relacionadas a uma antiga parceria comercial e que a empresa da artista atua dentro da legalidade.
Até o momento, não há decisão judicial definitiva reconhecendo fraude patrimonial por parte da cantora ou determinando sua responsabilidade pessoal pelo pagamento da dívida.