Jair Bolsonaro recebeu alta médica nesta sexta-feira (27), depois de aproximadamente duas semanas internado em Brasília para tratar uma broncopneumonia. Após a liberação, o ex-presidente foi encaminhado à residência, onde começou a cumprir prisão domiciliar pelo período inicial de 90 dias.
A mudança de regime foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou a condição de saúde e a necessidade de recuperação em ambiente controlado. A decisão ocorreu após solicitação da defesa e contou com manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República.
Bolsonaro estava hospitalizado desde 13 de março e chegou a permanecer cerca de dez dias na UTI. De acordo com a equipe médica, ele apresentou evolução clínica nos últimos dias, sem sinais de infecção ativa, entrando agora na fase de recuperação. O hospital DF Star divulgou o boletim confirmando a alta.
Regras do regime domiciliar
Mesmo fora do hospital, o ex-presidente seguirá sob monitoramento rigoroso. Entre as medidas determinadas, está o uso contínuo de tornozeleira eletrônica. Ele também não poderá utilizar redes sociais, celulares ou qualquer outro meio de comunicação, direta ou indiretamente.
As visitas foram restritas a familiares, advogados e profissionais de saúde. O acompanhamento do cumprimento das regras ficará sob responsabilidade das autoridades do Distrito Federal, que deverão informar o STF.
Na decisão, Moraes apontou que a recuperação de uma pneumonia bilateral pode se estender por até 90 dias. Ao término do prazo, uma nova avaliação médica indicará se o ex-presidente poderá deixar o regime domiciliar ou se a medida será prorrogada.
Bolsonaro cumpre pena superior a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.