Bispo de 43 anos é preso acusado de abusar jovens em igreja; veja

'Minha [parte] é que é errada. Acorda toda hora': vítima entregou aos investigadores registros de conversas mantidas por meio de aplicativo

9 set 2026 - 07h22
Resumo
O bispo evangélico Cléber Cruz, de 43 anos, foi preso em Cidade Ocidental (GO) suspeito de importunação sexual contra ao menos quatro jovens de sua igreja. De acordo com a Polícia Civil, o religioso usava seus cargos de liderança e a confiança das famílias para enviar fotos íntimas e cometer abusos físicos, iniciados quando uma das vítimas ainda era menor de idade. O caso segue sob apuração e a defesa do investigado ainda não se manifestou.

A Polícia Civil efetuou a prisão do bispo evangélico Cléber Cruz, de 43 anos, nesta terça-feira (8), no município de Cidade Ocidental (GO), localizado no Entorno do Distrito Federal. O religioso é investigado por suspeita de praticar importunação sexual contra ao menos quatro jovens frequentadores da congregação onde atuava.

Reprodução
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Foto: Mais Novela

Em meio ao andamento das apurações, os agentes constataram que o suspeito se valia do prestígio obtido ao gerenciar diversos setores da igreja, acumulando as funções de coordenador de louvor, líder de casais, responsável por célula e gestor dos grupos de joven, para se aproximar e silenciar as vítimas.

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Detalhes das denúncias e mensagens anexadas

Dessa forma, o caso começou a ser apurado formalmente em 18 de fevereiro de 2026, data na qual um dos frequentadores compareceu à delegacia para registrar a ocorrência. Conforme o depoimento prestado, as investidas do acusado tiveram início no ano de 2024, período em que o denunciante ainda era menor de idade.

Além disso, a vítima entregou aos investigadores registros de conversas mantidas por meio de aplicativo. Em um dos trechos acessados pela coluna Na Mira, o bispo escreveu: "Minha [parte] é que é errada. Acorda toda hora. Rs [risos]". Logo em seguida ao envio da declaração, o investigado encaminhou uma fotografia do próprio pênis.

Modus operandi e postura do investigado

Sendo assim, o jovem relatou às autoridades que as interações via WhatsApp não aparentavam ter intenção maldosa nos momentos iniciais. No entanto, com o passar do tempo, a conduta do líder evoluiu para pedidos e envios de imagens íntimas, acompanhada de toques intencionados durante os encontros presenciais.

Contudo, o comportamento ultrapassou as dependências do templo. A vítima informou que Cléber Cruz conquistou a confiança da família ao se posicionar como "pai de consideração". Diante disso, um dos episódios relatados ocorreu no interior do veículo do suspeito, ocasião em que ele tocou no adolescente enquanto se masturbava.

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Portanto, o processo investigativo prossegue com base no conjunto probatório reunido. Até o fechado desta nota, a defesa de Cléber Cruz não se pronunciou sobre o caso. O espaço permanece aberto para qualquer manifestação formal.

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