Anitta explica demora para se posicionar nas eleições e nega querer convencer a votarem como ela

A cantora foi pressionada pelo público a opinar sobre a disputa eleitoral entre Haddad e Bolsonaro em 2018

11 ago 2026 - 22h39
Anitta no 'Sem Censura'
Anitta no 'Sem Censura'
Foto: Reprodução/TV Brasil

Anitta relembrou que sofreu uma grande pressão do público há oito anos, quando a cobraram por um posicionamento nas eleições presidenciais de 2018, que ficou marcada pela disputa entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad. A funkeira explicou nesta terça-feira, 11, que demorou para emitir uma opinião porque estava passando por um ritual religioso e porque não entendia quase nada sobre política na época.

A artista é do candomblé e estava fazendo santo no período da disputa eleitoral. Esse é um rito complexo e importante para a religião, no qual o fiel passa por um período recluso e renasce como filho de um orixá.

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"Nessa época, estava fazendo santo. Quando a gente faz isso, a gente fica ali guardadinho por um mês. Não tem informações de pessoas, ninguém fala para você o que está acontecendo, você não fica com o telefone na mão, fica ali em retiro por um mês. Não fazia ideia do que estava acontecendo", disse Anitta em entrevista ao Sem Censura, da TV Brasil.

Quando terminou o ritual e soube da pressão pelo posicionamento, a cantora ficou sem saber como abordar o assunto. Naquela época, ela ainda não havia falado publicamente sobre ser do candomblé e tinha medo de perder contratos de trabalho e publicitários por conta da intolerância religiosa.

Além disso, Anitta contou que não entendia sobre política na época e não queria opinar sobre um assunto que não dominava. Por isso, começou a estudar com a amiga Gabriela Prioli para entender mais sobre o tema. "Gosto de saber o que estou falando. Jamais ia entrar em uma coisa porque todo mundo falou. Gosto de ser a dona da minha palavra."

Com o tempo, Anitta chegou a se manifestar contra Bolsonaro e criticou o ex-presidente em mais de uma ocasião. Hoje em dia, ela se posiciona sobre política e sobre assuntos ligados à causa ambiental, mas nega ter a intenção de fazer com que as pessoas pensem e votem como ela.

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"Comecei a focar muito na questão ambiental e política, mas nunca na questão política de seguirem o que eu penso e acho. Mas das pessoas procurarem se informar. Isso que é libertador. Não quero que ninguém vote como eu, que tenha a mesma crença que eu, mas gostaria que as pessoas buscassem informação e fizessem suas escolhas a partir da própria opinião", concluiu.

Fonte: Portal Terra
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