Anitta desabafa após polemizar com 'ritual' em show: 'Estava presa e não podia falar'

Anitta revela receio de perder campanhas ao assumir candomblé e faz revelação inesperada no programa 'Sem Censura'; confira!

12 ago 2026 - 11h13

A conexão de Anitta com a fé de matriz africana e as barreiras enfrentadas na indústria do entretenimento foram o centro de um diálogo transparente no programa Sem Censura, apresentado por Cissa Guimarães na TV Brasil. Durante a atração exibida na noite de terça-feira (11), a estrela diva do pop de 33 anos revelou ter omitido suas crenças por um longo período devido ao receio de sofrer retaliações no meio comercial.

Reprodução/Instagram
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Foto: Mais Novela

Em meio à repercussão do depoimento, a artista ressaltou o impacto direto que a intolerância religiosa exercia sobre suas finanças na época. "Eu não tinha saído do armário ainda porque, na época, era muito prejudicial para as publicidades, para campanhas, para você fazer dinheiro, para você vender", explicou.

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Retiro espiritual e cobranças por posicionamento político

Além das questões comerciais, a cantora recordou a forte pressão popular que sofreu durante um período conturbado do cenário político nacional. Naquele momento, ela enfrentava duras críticas por não se manifestar publicamente, justamente enquanto passava pelo processo de iniciação no candomblé.

Sendo assim, o recolhimento exigido pelos rituais da religião a manteve isolada de qualquer informação do mundo externo por 30 dias. "Houve um momento político no Brasil onde me foi cobrado muito, e eu fui muito apedrejada e atacada por estar em silêncio", desabafou.

Por conta da ausência de aparelhos telefônicos e acesso a jornais, ela ignorava os acontecimentos que movimentavam o país. Diante do cenário, a artista optou por manter a discrição sobre sua rotina espiritual para proteger seus acordos contratuais.

Desabafo sobre preconceito e busca por conhecimento

Apesar do ambiente hostil, a empresária pontuou a necessidade de discutir o estigma enfrentado pelos praticantes de rituais afro-brasileiros. "O povo fala que não tem preconceito, mas quando você é macumbeiro, você tem que sair do armário", afirmou.

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Dessa forma, ao notar as cobranças para opinar sobre temas complexos, ela buscou mentoria com a apresentadora Gabriela Prioli para compreender profundamente o contexto antes de emitir pareceres. "Eu gosto de saber o que eu estou falando. Eu jamais ia entrar numa coisa porque todo mundo mandou. Eu quero ser a dona da minha palavra", declarou.

Assunção pública e impacto na arte

Por fim, após a sequência de cobranças intensas, a carioca optou por romper o silêncio com o público. "Gente, eu sou macumbeira. Eu estava presa e não podia falar. E eu não sabia o que vocês estavam fazendo aqui fora", revelou.

Vale lembrar que Anitta cresceu sob influências da Igreja Católica e das religiões de matriz africana, muito por conta do aprendizado vindo do pai, Mauro Machado. A revelação oficial de sua fé ocorreu em 2020 e, desde então, símbolos de sua espiritualidade passaram a integrar suas produções musicais, a exemplo do projeto Equilibrivm Parte II.

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