A apresentadora Angélica abriu o coração ao relembrar os bastidores da televisão na década de 90 e o cenário de intensa competição midiática criado entre ela, Xuxa e Eliana. Na época, as três loiras comandavam programas infantis de grande sucesso e, frequentemente, a imprensa e os fãs costumavam colocá-las em lados opostos.
De acordo com Angélica, a pressão externa foi tão forte que elas próprias acabaram sendo influenciadas pelo clima de disputa.
"Claro que em algum momento a gente também acreditou nessa rivalidade, porque todo mundo contava essa história. Era como na escola, na universidade ou no trabalho, em que você coloca uma [mulher] contra a outra, mas de forma muito maior, because era na televisão", confessou ela em entrevista ao podcast Cá Entre Nós, comandado por Fátima Bernardes e Beatriz Bonemer.
Apresentadora analisa impacto de show histórico no 'Criança Esperança'
Durante o bate-papo, a loira também comentou sobre a icônica apresentação que uniu o trio no palco do Criança Esperança, em 2025, e não hesitou em classificar aquele reencontro público como um momento "emblemático" para a história do entretenimento.
"Durante a nossa geração, foi criado esse movimento para ser um FlaFlu mesmo. Isso era bom para quem? Isso era bom para a mídia, isso era bom para os homens, mas não para a gente, não para as mulheres, não para o que a gente quer que as meninas hoje vivam", refletiu a famosa.
A esposa de Luciano Huck pontuou ainda o impacto negativo que aquela antiga disputa transmitia para as crianças que as assistiam diariamente na TV.
"A gente estava ali fomentando uma situação péssima para as meninas, de aprenderem com suas 'ídolas' a rivalizar, a serem competidoras uma da outra. Foi emblemático por isso, a gente chegou num momento ali e falou: 'Olha, isso mudou, não é mais assim, acabou essa história'", acrescentou.
Síndrome do ninho vazio: Angélica se emociona ao falar dos filhos e dos pais
Em outro momento tocante do podcast, a conversa tomou um rumo mais íntimo. Angélica revelou que começou a cuidar mais de perto de seus pais idosos e fez um paralelo emocionante com a fase atual que está vivendo em sua própria casa, vendo os filhos crescerem e saírem do ninho.
Visivelmente comovida ao refletir sobre as relações de afeto, o tempo e a finitude da vida, a artista desabafou sobre a solidão e a necessidade de amparo psicológico. "A gente cuida dos pais, a gente ainda quer cuidar dos filhos e eles não querem muito mais. E a gente fica num lugar onde quem cuida da gente também? Não é cobrando deles, mas a gente sente falta desse afeto, que antes era espontâneo e hoje não tem mais", concluiu.