A influenciadora Ana Paula Siebert, esposa de Roberto Justus, de 38 anos, virou assunto nas redes sociais ao revelar que passou por quatro procedimentos estéticos em uma única cirurgia. Após ficar cerca de uma semana afastada da internet para se recuperar, ela detalhou tudo: troca das próteses de silicone, com redução de volume de 380 ml para 250 ml, blefaroplastia inferior, cirurgia abaixo dos olhos, radiofrequência para tratar flacidez nos braços e correção do furo das orelhas, desgastado pelo uso de brincos pesados. "Minha cara pós-operatório estava uma coisa", admitiu, bem-humorada.
Para o cirurgião plástico Marco Cassol, a combinação de procedimentos em uma única cirurgia é uma prática comum, desde que feita com critério. "A associação de procedimentos em uma única cirurgia é uma prática relativamente comum, desde que bem indicada e realizada com critério técnico e segurança. Essa combinação pode trazer a vantagem de um único tempo cirúrgico, um único período de recuperação e um resultado mais harmônico, já que conseguimos tratar diferentes áreas de forma integrada", explica.
Sobre cada procedimento especificamente, o médico detalha: "A troca de prótese de silicone é indicada quando há necessidade de substituição do implante, seja por questões estéticas, desgaste da prótese ao longo dos anos ou até mudanças no corpo da paciente. Já a blefaroplastia é um procedimento feito na região das pálpebras, com o objetivo de retirar excesso de pele e, em alguns casos, bolsas de gordura, proporcionando um aspecto mais descansado ao olhar", detalha.
O especialista, porém, é enfático ao destacar que nem todo paciente é candidato a esse tipo de cirurgia combinada. "Existe um limite seguro de tempo cirúrgico, além da necessidade de avaliar o estado geral de saúde, exames pré-operatórios e o risco anestésico. Essa decisão precisa ser altamente individualizada. O planejamento deve considerar não apenas o desejo estético, mas principalmente a segurança do paciente", orienta.
Os riscos de uma indicação inadequada são sérios: "Quando feitas de forma indiscriminada ou com foco apenas em otimizar tempo, podem aumentar riscos como complicações anestésicas, trombose e sobrecarga do organismo", alerta.
Cassol encerra com um recado direto a quem considera esse caminho: "O mais importante é que o paciente entenda cada procedimento, seus objetivos e limitações, e não encare a cirurgia plástica como algo simples ou padronizado. Cada corpo responde de uma forma, e o respeito a isso é o que garante bons resultados com segurança", conclui.