A família de Alice Ribeiro, jornalista da Band envolvida em um acidente, autorizou a doação de órgãos após a equipe médica confirmar o quadro de morte encefálica. Segundo a Band Minas, serão destinados para transplante os rins, o fígado, o pâncreas e as córneas. O coração, por questões clínicas, não será utilizado.
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Em nota, a emissora em que ela trabalhava lamentou a perda. “O Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte, confirmou a morte encefálica da repórter Alice Ribeiro, condição em que há a perda irreversível das funções cerebrais. O protocolo, aberto pela manhã, foi concluído nesta noite”, dizia o texto.
O que aconteceu
Na última quarta-feira, 15, um carro de reportagem da Band Minas colidiu contra um caminhão na BR-381, em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Conforme as autoridades, que investigam o caso, o cinegrafista Rodrigo Lapa, de 49 anos, que conduzia o veículo, morreu no local. Já Alice Ribeiro, de 35, foi socorrida e encaminhada ao Hospital João XXIII em estado crítico, com traumatismo craniano e fraturas.
Alice Ribeiro e Rodrigo Lapa voltavam para a emissora após a realização de uma reportagem sobre a importância da duplicação da BR-381 para a redução do número de acidentes. O local é conhecido pela recorrência de acidentes graves. Populares, inclusive, chamam o trecho de “estrada da morte”.
Em imagens que circulam pelas redes sociais, é possível notar que a parte dianteira do carro da Band Minas foi totalmente destruída pelo impacto; o caminhão também sofreu danos. Por causa do acidente, a estrada foi totalmente interditada. Rodrigo Lapa deixou esposa e dois filhos. O corpo dele foi sepultado na quinta-feira, 16. Alice Ribeiro também deixou familiares: o marido e um filho de apenas 9 meses.